Austeridade, governança da Zona do Euro e recuperação desigual nas economias periféricas: uma análise pós-keynesiana em diálogo com a Economia Política Internacional

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Resumo

Este artigo analisa, sob uma perspectiva pós-keynesiana em diálogo com a Economia Política Internacional, a trajetória pós-crise de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, tratados como economias periféricas no interior da governança da Zona do Euro. Metodologicamente, combina-se uma análise histórico-interpretativa com o exame descritivo e comparativo de indicadores fiscais, produtivos, sociais e externos. Argumenta-se que a condução da crise europeia, marcada pelas políticas de austeridade, pelas condicionalidades associadas aos mecanismos de assistência financeira e pelos constrangimentos institucionais da união monetária, contribuiu para aprofundar as dificuldades econômicas e sociais dessas economias, em vez de assegurar uma recuperação sólida. A abordagem pós-keynesiana evidencia os efeitos contracionistas da austeridade sobre a demanda, o produto, o emprego e a arrecadação, enquanto a Economia Política Internacional permite situar sua adoção no interior das relações assimétricas entre países credores e devedores e das hierarquias que estruturam a governança do euro. Os resultados apontam para uma recuperação desigual e particularmente frágil no caso da Grécia.
Palavras-chave: políticas de austeridade; Grécia; economia pós-keynesiana; economia política internacional; governança do euro.

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Biografia do Autor

Lucas Antunes Póvoa , Universidade Federal Fluminense (UFF)

Graduação em ciências econômicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Mestre no programa de pós-graduação em ciências econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Doutorando no programa de pós-graduação em economia pela Universidade Federal Fluminense.

Arthur Osvaldo Colombo, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Doutor em Economia pelo programa de pós-graduação em Economia da Indústria e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com bolsa concedida pelo Programa de Excelência Acadêmica/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PROEX/CAPES). Mestre em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Graduado em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Foi bolsista de Iniciação Científica pelo Programa Bolsa a Iniciação Científica e Tecnológica Institucional - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (PIBIC-FAPEMIG). Foi bolsista durante o mestrado pela (CAPES).Tem como principal linha de pesquisa a área de Indústria e Inovação, atuando especialmente na temática da desindustrialização no Brasil.

Daniel Senna Dias , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Possui graduação em ciências econômicas pela UFRRJ. Mestrado em economia pelo programa de pós-graduação em economia da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE-UFU). É doutor pelo programa de pós-graduação em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE-UFRJ).

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Publicado

2026-10-10