SUJEITO E INFÂNCIA NA POESIA MULTIMÍDIA DE ARNALDO ANTUNES
DOI:
https://doi.org/10.61358/policromias.2025.v10n1.65490Resumo
A presente investigação objetiva analisar a construção de uma infância na poesia multimídia de Arnaldo Antunes. Como recorte para análise, foi tomado o poema “Nome não”, do álbum Nome (1993), que posteriormente foi lançado na forma de livro, em que o artista o recupera após sua saída da banda Titãs. Esse lançamento representa de forma mais significativa a junção dos recursos audiovisuais, atribuindo efeitos ao discurso poético. Quanto ao suporte teórico-metodológico, amparamo-nos na Análise do Discurso com base em Michel Foucault (1999; 2007; 2008; 2009; 2016), tendo em vista os conceitos de discurso literário, subjetividade e sujeito, como delimitação conceitual para a pesquisa. Além disso, em diálogo com o referido estudioso, a noção de infância e sua relação com a linguagem foi acionada a partir dos estudos de Walter Kohan (2003; 2007). Pela análise, constata-se que o referido escritor constrói um sujeito que lança mão de um trato peculiar com a linguagem, possibilitando uma relação entre poesia e infância, pela transgressão, em que o sujeito questiona verdades legitimadas sobre os nomes de coisas e suas relações com as próprias coisas, por meio dos recursos de escrita, imagem e áudio.
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