Formação integral no ensino militar
uma leitura fenomenológica
Resumo
O artigo analisa criticamente o planejamento do ensino militar à luz da fenomenologia de Husserl, Merleau-Ponty e Heidegger, articulando as dimensões da corporeidade, intercorporeidade e temporalidade vivida. A partir de análise documental (PCA 11-405/2024) e do diálogo com etnografias recentes (Magalhães, 2023; Castro, 2001), evidencia-se que a formação militar, comumente reduzida à lógica técnica e normativo-funcional, produz sentidos existenciais decisivos por meio da experiência vivida nos rituais, práticas cotidianas e relações afetivas do cotidiano castrense. Propõe-se um alargamento do horizonte pedagógico-militar por meio da escuta sensível do vivido, sugerindo protocolos e práticas avaliativas inovadoras que valorizam o relato subjetivo e a trajetória existencial dos cadetes. O texto contribui para uma pedagogia militar mais reflexiva, sensível e ética, alinhada aos desafios contemporâneos da formação integral.
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