Fisiologia e retórica no jogo do ator experimental no cinema

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61358/policromias.2026.v11n2.75072

Palavras-chave:

Cinema experimental, Estudos atorais, Fisiologia, Retórica

Resumo

O jogo do ator cinematográfico sempre se debateu com certas fronteiras metodológicas e éticas que o assombraram. Por séculos, o ator se viu diante do dilema maior de seu trabalho: priorizar a simulação ou efetivar um jogo corpóreo in totum? Após o período clássico do cinema industrial (1910-40), emergiu da invisibilidade uma série de estilos de figurações atorais subversivas, poéticas e confrontadoras que colocaram o corpo do ator como elemento primeiro de suas prioridades discursivas. Salas de autópsias, procedimentos clínicos variados, torturas, tratamentos médicos invasivos, necessidades fisiológicas expostas e figurações abjetas se tornaram momentos menos raros nesse cinema subversivo aqui analisado.

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Biografia do Autor

Sandro de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG, 1991), mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, 2002) e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2019) com pesquisa na área de atuação experimental no cinema. Professor da Universidade Estadual de Goiás - Unidade Universitária Goiânia - Laranjeiras, nas disciplinas de História e linguagens audiovisuais no curso de Cinema e Audiovisual. Desenvolve pesquisa sobre o ator experimental no cinema e audiovisual de ficção fora dos enquadres dos módulos clássicos de produção. É membro da ACCRA (Approches contemporaines de la création et de la réflexion artistiques), Laboratório de Pesquisa sobre Artes e Mídia da Universidade de Estrasburgo, França, do GEAs (Grupo de Estudos do Ator no Audiovisual - Unicamp), Coordenado pelo Prof. Dr. Pedro Maciel Guimarães Jr. e atualmente coordena o Grupo de Pesquisas CRIA (Centro de Realização e Investigação Audiovisual) na Universidade Estadual de Goiás (UEG).

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Publicado

04.11.2026