Esquecimentos no campo político-jurídico-informacional – da fabricação às ações de enfrentamento

Autores

  • Icleia Thiesen UNIRIO

DOI:

https://doi.org/10.47681/rca.v7i2.55593

Resumo

Nas últimas décadas pesquisadores da Ciência da Informação têm se debruçado sobre temas inseridos nas fronteiras entre a informação, a memória e a história, com o objetivo de discutir sobre a configuração dessas fronteiras disciplinares, mas sobretudo tendo como objeto de problematização o papel da informação no contexto dos acontecimentos da Ditadura de 1964 no Brasil. Um dos aspectos mais discutidos atualmente é a tentativa sistemática de promover o esquecimento em suas múltiplas formas – silêncio, apagamento, rasura, censura, destruição de arquivos, entre outras. Essa tríade conceitual é aqui abordada, via revisão bibliográfica, enfatizando os paradoxos do esquecimento diuturnamente fabricado por personagens e/ou antigas instituições que atuaram nos anos dos governos militares (de 1964 a 1985), e que continuam a agir para apagar rastros dos crimes cometidos nesse passado sombrio. São analisados neste artigo projetos voltados para a revelação desse passado que foram descontinuados nos últimos anos. Entendemos que o esquecimento é um fenômeno temporário, razão pela qual deve ser enfrentado em ações permanentes. Por essa razão dizemos que memória é ação e lembrar é agir contra o esquecimento. 

Biografia do Autor

Icleia Thiesen, UNIRIO

Professora Titular do Deparatamento de História da Universidade Federal do Estado do Rio de janeiro.

Publicado

2022-12-21

Edição

Seção

Relatos de Pesquisa