O papel da elasticidade de esforço unitária nos modelos de salário-eficiência

Ronaldo Fiani

Resumo


A partir do final dos anos 70, e com especial vigor a partir da segunda metade dos anos 80, uma série de alternativas à teoria macroeconômica dita “nova clássica”, baseada principalmente nos trabalhos de Lucas e Sargent, se desenvolveu e começou a ganhar espaço na academia norte-americana. Esta alternativa teórica ficou conhecida como “neokeynesianismo”, dada a associação entre o modelo keynesiano e a hipótese de rigidez de preços, em particular de rigidez salarial. Isto é reconhecido explicitamente na caracterização do objetivo da teoria neokeynesiana, tal como formulado em Gordon (1990): explicar a rigidez de preços que, em maior ou menor grau, acaba por transferir o processo de ajuste econômico para variações na quantidade produzida. O objetivo deste trabalho é examinar as hipóteses fundamentais daquela vertente que procura explicar a rigidez salarial a partir do que ficou conhecido como “modelo de salário-eficiência” (doravante simplesmente SE), isto é, modelos em que a produtividade do trabalhador depende da sua remuneração. 4 Mais especificamente, será examinado o papel que a elasticidade de esforço unitária (também conhecida como “condição de Solow”) desempenha no modelo de SE. Esta análise se dará em termos absolutamente teóricos, e de um ponto de vista macroeconômico, vale dizer, não serão discutidas nem as evidências empíricas relacionadas ao valor da elasticidade de esforço, nem a questão da dispersão salarial observada no mercado de trabalho. 

Palavras-chave


macroeconomia; neokeynesiamismo; rigidez de preços; ajustes econômico

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