Competitividade internacional e integração regional: A hipótese da inserção regressiva

Reinaldo Gonçalves

Resumo


Neste artigo apresenta- se e discute- se a hipótese de inserção regressiva do Brasil no sistema mundial de comércio . O processo de inserção regressiva envolve tanto a significativa perda de competitividade internacional da indústria brasileira, quanto o fenômeno da reprimarização da pauta exportadora. Discute-se, ainda, dois argumentos principais. O primeiro é que a inserção regressiva do Brasil não foi ainda maior devido ao Mercosul. O segundo argumento é que o medíocre desempenho internacional da indústria brasileira resulta, principalmente, das condições desfavoráveis pelo lado da oferta. O lado da demanda, restrição de acesso ao mercado mundial, tem tido uma influência secundária. Há um conjunto importante de estudos sobre as características e o desempenho do comércio exterior brasileiro no passado recente (ver o fichamento de trabalhos feitos por Bonelli e Hahn, 2000). No que se refere ao desempenho das exportações, alguns estudos recentes (e.g., Fonseca e Velloso, 1998; Nonnenberg, 1998) têm chamado atenção para a perda de competitividade internacional da economia brasileira, bem como os seus determinantes. A contribuição específica deste trabalho é discutir a queda de competitividade internacional no âmbito da hipótese de inserção regressiva do Brasil no sistema mundial de comércio. Os temas tratados são os seguintes: produtividade e competitividade, influência da integração regional (Mercosul), reprimarização, tendências de longo prazo, determinantes do desempenho, e o papel das economias de escala. 

Palavras-chave


competitividade; integração; inserção regressiva

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Reinaldo Gonçalves

Instituto de Economia da UFRJ

Avenida Pasteur, 250, Palácio Universitário, sl 114 
Urca, Rio de Janeiro, RJ, CEP 22290-240, Rio de Janeiro - RJ Brasil
Tel.: 55 21 3873-5242
Fax: 55 21 2541-8148
e-mail: rec@ie.ufrj.br