Fim dos empregos?

Fernando Augusto M. Mattos

Resumo


O objetivo deste texto é reunir evidências empíricas para contestar a idéia segundo a qual estaríamos vivenciando um momento de “fim dos empregos” no capitalismo contemporâneo. A argumentação que apresentamos aqui analisa a evolução histórica de indicadores de produtividade, emprego e desemprego e revela que a persistência de altas taxas de desemprego desde o início da década de 1980 (quando toma corpo a globalização financeira) deve-se, na realidade, às baixas taxas de crescimento econômico nos países capitalistas desenvolvidos e também à desarticulação do contrato social constituído durante os Anos Dourados (1945-1973), que estimulou a geração de empregos através da redução da jornada de trabalho e da criação de postos de trabalho no setor público. 

Palavras-chave


fim dos empregos; crescimento sem emprego; desemprego; globalização financeira

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