A diversificação da estrutura produtiva no Brasil: observações preliminares

Jucélio Kretzer

Resumo


Este trabalho tem como objetivo examinar a extensão da diversificação das operações produtivas no Brasil, de 2006 a 2010. Em 2007, o IBGE passou a adotar a versão 2.0 da CNAE, divulgando novas informações estatísticas de unidades ativas, em especial referentes às variáveis derivadas “empresa não diversificada” e “empresa diversificada”. Conclui-se que a maioria das empresas do país apresenta um baixo nível de diversificação; a maioria das empresas brasileiras é “especializada” em suas ativida­des econômicas básicas (unidade local única). Das empresas que operam com “mais de uma unidade local”, quase dois terços delas são classificados como “empresas não diversificadas”, em 2010. No que tange às “empresas diversificadas”, observa-se que, quanto maior o tamanho, maior tem sido a diversificação, mas verifica-se, de modo geral, que as empresas de todos os tamanhos têm se preocupado em expandir mais por meio da “diversificação por atividade e mista” e menos por intermédio da “diversifica­ção espacial”. Considerando a diversificação por setor de atividade econômica, as em­presas da construção e da indústria de transformação atingiram níveis mais elevados de diversificação em 2010. De modo geral, diversos setores mostram características distintas com relação ao tipo de diversificação e ao porte das empresas.

Palavras-chave


diversificação de atividades; diversificação espacial; tamanho da firma

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