Distribuição espacial da complexidade econômica nos municípios de São Paulo e Minas Gerais: a proximidade importa?
Palavras-chave:
Complexidade Econômica, Desenvolvimento Regional, Dependência Espacial, São Paulo, Minas GeraisResumo
Este artigo investiga a hipótese de beneficiamento espacial da complexidade das atividades e produtos nos municípios de São Paulo e Minas Gerais. Supõe-se que a proximidade com regiões mais complexas desencadeia relações de transbordamento positivo, resultante da aquisição e acumulação das capacidades não comercializáveis, especialmente, nas regiões com maior diversidade produtiva (metropolitanas e mais dinâmicas). A metodologia envolve a mensuração do Indicador de Complexidade Econômica (ECI) para os municípios de São Paulo e Minas Gerais; do I de Moran local e do Local Indicator of Spatial Association (LISA); e estimação de regressões espaciais baseadas em Modelos de Dependência Espacial de Alcance Global (MEAG), com dados de 2019. Os resultados indicam: i) a existência de um padrão de associação espacial positivo; ii) a disseminação e aglomeração da complexidade depende do tipo de atividade e produto predominante na estrutura produtiva, em que os clusters dos municípios paulistas são mais concentrados e possuem ligações mais robustas, enquanto os dos municípios mineiros são mais dispersos; iii) a sofisticação das atividades é influenciada pelas relações de vizinhança, sobretudo, a partir de localidades consideradas como “epicentros de sofisticação”, sinalizando um cenário de causalidade circular, tanto na direção da prosperidade, quanto na incidência da “quiesence trap”.
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