Paradoxo Brasil no novo milênio: da euforia de um novo ciclo de crescimento à “produção” do déficit previdenciário
Palavras-chave:
Mercado de trabalho, Previdência social, Déficit previdenciárioResumo
O estudo investiga a capacidade de financiamento da previdência social no Brasil nos primeiros anos do século XXI, considerando as mudanças sociodemográficas que afetaram a força de trabalho nesse período. Analisa-se as transformações ocorridas no mercado de trabalho brasileiro entre 2000 e 2015, utilizando dados amostrais do IBGE, e os dados financeiros do INSS entre 2005 e 2016 para compreender o financiamento da previdência social. Revela-se que, embora o país tenha experimentado um novo ciclo de crescimento econômico e melhorias nos indicadores de trabalho, houve um fraco desempenho da indústria, aumento de trabalhadores autônomos e empregos de baixa produtividade. Essas melhorias não resultaram em receitas suficientes para cobrir os crescentes gastos previdenciários, evidenciados pelos saldos negativos persistentes ao longo dos anos. Isso ressalta a necessidade de buscar outras fontes de financiamento, conforme previsto na Constituição. Evidencia-se também uma acumulação de dispositivos e subterfúgios políticos que culminaram na produção do déficit previdenciário, de fato, em 2016.
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