A Arqueologia de Interesses na Colonialidade Financeira: quem a reproduz no Brasil?
DOI:
https://doi.org/10.21446/scg_ufrj.v20i3.65982Resumo
Este artigo investiga os mecanismos contemporâneos de reprodução da colonialidade financeira no Brasil, por meio de uma análise crítica dos atores, incentivos e estruturas que operam a subordinação epistêmica e material do campo financeiro nacional. A partir do referencial da colonialidade do saber e do poder, articula-se uma arqueologia de interesses para revelar como agentes locais, como reguladores, universidades, setor financeiro e produção científica, internalizam e operacionalizam lógicas exógenas, especialmente por meio da adoção acrítica de normativas internacionais, como as IFRS, e da financeirização de esferas públicas. O estudo propõe uma agenda decolonial em finanças baseada na reterritorialização do conhecimento, na crítica aos padrões hegemônicos de validação e na valorização de epistemologias situadas. Ao tensionar os limites do pensamento financeiro dominante, busca-se abrir espaço para práticas e teorias comprometidas com justiça social, autonomia cognitiva e transformação estrutural em contextos periféricos. Ademais, ao explorar a colonialidade do conhecimento e seus impactos na teoria e prática financeira, o estudo destaca como práticas e perspectivas globais frequentemente ignoram contextos locais e específicos, como o do Brasil. Essa perspectiva incentiva a produção de conhecimento financeiro mais alinhado com as realidades e necessidades dos países do Sul global, possibilitando uma análise crítica dos impactos sociais e econômicos. Além disso, promove o desenvolvimento de uma visão mais inclusiva e emancipadora, essencial para a criação de políticas e práticas que favoreçam um mercado mais justo e igualitário.
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