A Qualidade das Práticas ESG na B3: Uma Análise Comparativa com Base nas Normas GRI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21446/scg_ufrj.v20i3.69094

Resumo

Este artigo analisa a qualidade e a conformidade dos relatórios ESG de empresas listadas na B3, com base nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), buscando identificar diferenças setoriais e investigar a relação entre a maturidade institucional das práticas ESG e o desempenho financeiro. A pesquisa propõe um modelo replicável de diagnóstico da qualidade informacional, preenchendo lacunas em estudos comparativos no contexto brasileiro que articulem disclosure, desempenho e coerência entre discurso e prática. Adota-se uma abordagem quantitativa, com análise documental de 50 relatórios GRI, a partir da construção de um Índice de Aderência ESG composto por indicadores essenciais e específicos, cujos escores foram correlacionados a métricas financeiras (ROE, ROA e EBITDA). Os resultados evidenciam que empresas pertencentes ao ISE B3 apresentam maior conformidade com as diretrizes da GRI (média 12,2) em comparação às demais (média 8,4), indicando que a inclusão em índices de sustentabilidade está associada à robustez das práticas ESG. Setores como o financeiro e o de energia demonstram maior maturidade, com scores médios acima de 12, destacando o papel da regulação e da pressão de stakeholders. Verificou-se, ainda, correlação positiva moderada entre a qualidade informacional dos relatórios e o desempenho financeiro, sugerindo que práticas ESG consistentes se relacionam à eficiência operacional e à geração de valor. Como contribuição, o estudo fortalece o debate sobre padronização e asseguração de relatórios ESG, oferecendo subsídios para gestores aprimorarem práticas de governança, transparência e relacionamento com stakeholders.

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Biografia do Autor

Sergio Luiz Pedrosa Silva, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Doutor em Geografia pela UFPE (2019), graduado em Ciências Contábeis. Professor adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas, no Departamento de Ciências Contábeis. Atua com ênfase em Contabilidade Pública, Auditoria e Perícia Contábil. Editor da Revista Conhecimento Contábil.

Wênyka Preston Leite Batista da Costa, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Doutora em Administração pela Universidade Potiguar (2020), graduada em Ciências Contábeis pela UERN. Professora Adjunta e atual Chefe do Departamento de Ciências Contábeis (UERN). Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco em contabilidade financeira, educacional e responsabilidade socioambiental.

Jandeson Dantas da Silva, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Doutor em Ciências Contábeis pela UNISINOS-PR. Graduado em Ciências Contábeis pela UERN. Professor da Faculdade de Ciências Econômicas (FACEM/UERN). Atua nas áreas de Contabilidade e Orçamento Público, Controladoria, Disclosure de Responsabilidade Social Corporativa e Contabilidade Societária.

Camila Karen Alves Pedrosa, Universidade Federal do Semiárido (UFERSA)

Mestranda em Administração pela UFERSA. Possui graduação em Ciências Contábeis. Atua com interesse nas áreas de sustentabilidade organizacional, ESG e gestão estratégica. Participa de grupos de pesquisa voltados à responsabilidade socioambiental e desempenho institucional.

Publicado

2026-04-21

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Artigos