Forças sociais, ideologia e poder: a política nuclear norte-coreana em perspectiva crítica

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Resumo

Este artigo analisa o desenvolvimento nuclear norte-coreano entre 1990 e 2006 a partir de uma perspectiva crítica inspirada em Robert Cox (1981). Argumenta-se que a nuclearização deve ser compreendida como uma construção política- histórica, na qual a prática contra hegemônica está enraizada em forças sociais e experiências históricas de dominação. A mobilização das ideologias Juche e Songun é examinada como eixo de identidade e de resistência, articulando soberania, autodeterminação e primazia militar. Metodologicamente, recorre-se ao estudo de caso estendido, destacando como a política nuclear da Coreia do Norte reflete tanto a coesão interna quanto a contestação da ordem internacional hierarquizada. Os resultados indicam que a nuclearização opera simultaneamente como instrumento de dissuasão e de legitimação interna, transformando sanções e isolamento em recursos políticos. Em conclusão, a análise reafirma a pertinência da Análise de Política Externa crítica para compreender dinâmicas de poder, identidade e resistência em contextos periféricos.

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Publicado

2026-08-05