A origem do mundo: um estudo sobre o episódio cosmogônico das "Metamorfoses" de Ovídio

Paulo Eduardo de Barros Veiga

Resumo


Ovídio (43 a. C. - 17 d. C.), poeta do período Clássico da Roma Antiga, mais precisamente da época de Augusto, escreveu por volta de 8 d. C. a obra intitulada Metamorfoses (Metamorphoseon libri), um longo poema dividido em quinze livros. Nele, de modo geral, narram-se diversos mitos, com enfoque nas transformações de seres e de coisas. Mais especificamente, o Livro I conta histórias mitológicas a respeito da origem do mundo. Ou seja, o tema central dos versos escolhidos é a Cosmogonia, um conjunto de mitos etiológicos que narra o princípio do universo e as transformações que o mundo sofreu para chegar à forma atual. Neste artigo, analisam-se os hexâmetros 5 a 20 que abrem o episódio cosmogônico a partir do Caos. Observam-se as figuras que compõem a Cosmogonia, no nível discursivo, investigando, com maior ênfase, os recursos icônicos percebidos nos versos de Ovídio, em busca da significação poético-textual.

Palavras-chave


Ovídio; as Metamorfoses; Cosmogonia; expressividade poética; tradução.

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DOI: https://doi.org/10.25187/codex.v8i1.31793

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