O Porto como Nó de Articulação entre os Âmbitos Local e Global

Carlos Martner Peyrelongue

Resumo


Os portos foram espaços irrelevantes no modelo de desenvolvimento interior baseado na substituição das importações. A partir daí, há uma indiferença para seu estudo em diversos campos das ciências sociais, mesmo em áreas muito próximas ao tema, como a análise regional e a geografia econômica. No entanto, devido à reestruturação do capitalismo mundial, essas áreas costeiras se tornaram mais importantes no estabelecimento de pontos de articulação de redes produtivas cada vez mais globalizadas. Este artigo tem por objetivo analisar as implicações espaciais e temporais recentemente assumidas pelos portos na articulação de redes de produção-distribuição, que redefiniram
as relações entre o local e o global e que originam vastos espaços de exclusão. Conceitos como “fluxos espaciais”, “território de rede” e “espaço-tempo simultâneos” da globalização serão resgatados a partir da análise regional e da geografia econômica, e a tradição sistêmico-estrutural desenvolvida nas ciências sociais, principalmente como as colocadas por Braudel e Wallerstein como força explicativa relevante em momentos de uma forte reestruturação da área portuária e, em geral, da economia-mundo capitalista.


Palavras-chave


Porto, hinterland, centro de atividades, fluxos espaciais, global e local

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DOI: https://doi.org/10.36403/espacoaberto.2014.3306

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ISSN: 2237-3071