“CARÊNCIA DE BRAÇOS” NAS PROVÍNCIAS DO CEARÁ E DO MARANHÃO

CHEGADA DE COLONOS EUROPEUS E ÊXODO DE TRABALHADORES NACIONAIS (1870-1901)

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Resumo

Neste artigo, analiso o fenômeno da “carência de braços” nas provínícias do Ceará e do Maranhão. Como a temática da transição do trabalho escravo para o trabalho livre é ampla, trato somente das migrações que se originaram no semiárido e da colonização estrangeira, através da perspectiva da história comparada, ao salientar as semelhanças, variações e interinfluências do problema da mão de obra em tais provínícias. O estudo avança na compreensão de que, embora a ação do Estado para solucionar o problema da mão de obra tenha se concentrado somente na região Sul, reforçando assim as desigualdades regionais, as provínícias do Norte organizaram, cada uma a seu modo, e enfrentando a adversidade do clima e a falta de apoio estatal, núcleos de colonização  estrangeira. Isso quer dizer que a questão climática não pode ser tratada apenas como ideológica, como fez Evaldo Cabral de Mello; e que não houve preferência dos produtores do Norte pelo trabalho escravo, como escreve Emílíia Viotti da Costa.

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Biografia do Autor

Edgar Braga Neto, Universidade Federal do Ceará

Pela Universidade Federal do Ceará, possui licenciatura em História Social; bacharelado em História Social; mestrado em Sociologia; doutorado em Sociologia; e pós-doutorado em Sociologia. É professor efetivo de História da Coordenação do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas/Sociologia da Universidade Federal do Maranhão e membro do Colégio de Estudos Avançados da Universidade Federal do Ceará, atuando, especialmente, no ensino e na pesquisa nas áreas de Sociologia Rural e de História do Brasil, com ênfase em Processos Migratórios e Campesinato Brasileiro.

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Publicado

28-05-2026

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Artigos