As cidades de Escher

Andréia Machado Oliveira

Resumo


Este artigo pretende pensar sobre as constituições do corpo da cidade com foco nas configurações dos seus lugares, nos espaços possíveis de habitação que desnaturalizam os lugares regidos por estruturas determinantes; visualizar vivências espaciais e temporais que subvertam estruturas lineares e dicotômicas através de formas de ocupação do espaço construídas na multiplicidade. Tal visualização incidirá a partir das obras do artista plástico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), com aproximações a alguns conceitos trabalhados por Gilles Deleuze (1925-1995). Considera-se que o encontro desses referenciais, provindos da Arte e da Filosofia, contribui para a tessitura de percursos para a problematização de outros modos de subjetivação. A obra de Escher é um questionar sobre a realidade através dos seus próprios elementos, configurados de formas surpreendentes e inconcebíveis, uma vez que desarticulam o estabelecido.

Palavras-chave


Cidade e subjetivação; Multiplicidade plástica; Jogos de ilusão; Coexistência de realidades

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Referências


DELEUZE, G. & GUATTARI, F. (1995) Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, vol. 1.

DELEUZE, G. & GUATTARI, F. (1996) Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, vol. 3.

DELEUZE, G. & GUATTARI, F. (1997) Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, vol. 5.

ERNST, B. (1991) O espelho mágico de M. C. Escher. Singapore: Taschen.

ESCHER, M. C. (1989) M. C. Escher, gravuras e desenhos. Singapore: Taschen.


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