Afrofuturismo e o devir negro do mundo | Afrofuturism and the becoming-black of the world

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37235/ae.n38.26373

Resumo

O artigo situa algumas reflexões sobre práticas de decolonização do saber no contexto afro brasileiro. Alerta sobre um possível esvaziamento de termos e teorias, concentrando a atenção no movimento afrofuturista lido em conjunto com o debate sobre o que define afropolitanismo.

Versão ampliada deste artigo foi publicada com o título "Afrofuturismo e Perspectivismo Ameríndio: duas ferramentas para um pensamento decolonial" no portal BUALA: http://www.buala.org/pt/a-ler/afrofuturismo-e-perspectivismo-ameri-ndio-duas-ferramentas-para-um-pensamento-decolonial

Biografia do Autor

Laura Burocco, PPGAV EBA UFRJ

Pós-doutoranda em Linguagens Visuais no PPGAV-UFRJ, é doutora em Comunicação e Cultura pelo PPGECO/UFRJ, com estágio doutoral no WITS City Institute, WITS University de Johannesburg. Tem um Master in Built Environment, MBE Housing pela University of Witwatersrand WITS de Johannesburg, pós-graduação em Sociologia Urbana pela UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, especialização em Políticas Internacionais e Desenvolvimento pela Universidade de Roma, licenciatura em Direito pela Universidade Estadual de Milão. Atua no ensino, pesquisa e curadoria nas áreas de estudos urbanos e culturais, dentro de uma abordagem teorico decolonial. Entre 2012 e 2018 desenvolveu um projeto de pesquisa e pratica artistica nas cidades de Johannesburg, Milano e Rio de Janeiro com titulo: A Trilogia da Gentrificação [ gentrilogy.com ]

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Publicado

13-08-2019

Edição

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Artigos