Sons em segundo plano: as músicas de fundo como ferramentas transformadoras da percepção do espaço
Sounds in the background: background music as space perception-altering tools
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n48.5Resumo
Considerando um contexto de excesso de presença de músicas e sons no cotidiano, faz-se relevante discorrer sobre acontecimentos na história da música do século 20 que ajudaram a desenvolver um tipo de escuta passiva, distraída e que seria responsável pela proliferação das músicas nos mais diversos lugares e atividades.
Nesse sentido, analisam-se três tipos de músicas de fundo: a música de mobília, de Erik Satie, como modelo inicial e frustrado das músicas de fundo; a Muzak como um caso polêmico de sucesso do modelo da música de mobília, que se encontra alinhado com ideais capitalistas de consumo, produtividade e alienação; e a Música Ambiente, de Brian Eno, como alternativa ao modelo proposto pela Muzak, um exemplo de música de fundo em chave positiva. Entende-se que há rejeição atrelada à raiz das músicas de fundo, por isso expõe-se outro lado delas, associado com o desenvolvimento de uma escuta e de relações entre música, ouvinte e espaço.
Palavras-chave:
Música Ambiente. Escuta. Arte sonora. Paisagem sonora.
Abstract
Considering a context of an excess of presence of music and sounds in the day-to-day, it is relevant to think about certain events in 20th Century’s history of music that helped develop a kind of passive, distracted, listening, one that is said to be responsible for the
proliferation of music in the most diverse settings and activities. In that sense, three distinct kinds of background music will be analyzed: Erik Satie’s furniture music, as an initial and frustrated model of background music; Muzak as a polemic case of success
stemming from the model of furniture music, one that finds itself aligned with capitalist ideals of consumerism, productivity and alienation; and Brian Eno’s Ambient Music as an alternative to the model proposed by Muzak, as an example of background music
seen in a positive light. One understands there is a rejection related to the root of background music, and for that we pretend to shed light to another side of them, a side associated with the development of a listening experience and of relations between music, listener and space.
Keywords:
Ambient Music. Listening. Sound art. Soundscapes.
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