La llorona: o fantasma de um povo sob o autoritarismo e a arte como resistência no contexto latino-americano
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n50.24Palavras-chave:
cinema, Guatemala, Autoritarismo, Arte, ResistênciaResumo
O presente artigo analisa o longa-metragem La Llorona, de Jayro Bustamante, como uma alegoria política que reinscreve o genocídio maia na Guatemala e transforma o cinema em dispositivo de memória e resistência. Partindo da ascensão global do autoritarismo, o texto articula o filme e o genocídio indígena à luz de Mbembe, Agamben e Butler, evidenciando como a lógica racializada do inimigo interno desumaniza detrerminados corpos. A obra opera na fronteira entre estética e política: pela audiovisão, o som atua como elemento de convocação do trauma, ampliando o campo sensorial e confrontando o espectador com a violência estatal. O texto aproxima o filme das performances de Regina José Galindo e do coletivo LasTesis, que transformam violência de gênero em denúncia pública e ação política. Juntas, essas obras instauram formas de justiça sensível que rompem silêncios, reivindicam memória e reinscrevem as vítimas no espaço simbólico, afirmando a arte como instrumento essencial contra a violência patriarcal, estatal e histórica.
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