Arte pra Sentir: arte e acessibilidade – uma experiência curatorial
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n50.14Palavras-chave:
Arte contemporânea, Acessibilidade, InclusãoResumo
O artigo analisa a exposição de arte contemporânea Arte pra Sentir sob o ponto de vista curatorial e sob a perspectiva dos conceitos de acessibilidade e participação do público. A mostra reúne obras de seis artistas contemporâneos brasileiros que dialogam com os sentidos do espectador, expandindo possibilidades de percepção e fruição da obra estética aos mais variados públicos e especificidades, e pretende ir além da experiência meramente visual, buscando a vivência do participante, provocando-o à experiência. O espectador é parte da obra, incitado a estar na coincidência entre mundo e homem, arte e vida da unidade essencial à fenomenologia. A criação não pertence apenas ao autor e só estará completa com a participação do público, que poderá também apreciar as obras por meio do tato, da audição e do paladar. O corpo multissensorial é convidado a se envolver e a se transformar com a experiência estética. O objeto deixa de ser o fim último, e a tônica incide sobre a provocação de uma sensação direta. Pela exaltação sensorial busca-se uma transposição dos limites perceptivos. Em proposta ousada e inclusiva, a hegemonia da visão cede espaço à multissensorialidade, território da liberdade.
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