Arte pra Sentir: arte e acessibilidade – uma experiência curatorial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n50.14

Palavras-chave:

Arte contemporânea, Acessibilidade, Inclusão

Resumo

O artigo analisa a exposição de arte contemporânea Arte pra Sentir sob o ponto de vista curatorial e sob a perspectiva dos conceitos de acessibilidade e participação do público. A mostra reúne obras de seis artistas contemporâneos brasileiros que dialogam com os sentidos do espectador, expandindo possibilidades de percepção e fruição da obra estética aos mais variados públicos e especificidades, e pretende ir além da experiência meramente visual, buscando a vivência do participante, provocando-o à experiência. O espectador é parte da obra, incitado a estar na coincidência entre mundo e homem, arte e vida da unidade essencial à fenomenologia. A criação não pertence apenas ao autor e só estará completa com a participação do público, que poderá também apreciar as obras por meio do tato, da audição e do paladar. O corpo multissensorial é convidado a se envolver e a se transformar com a experiência estética. O objeto deixa de ser o fim último, e a tônica incide sobre a provocação de uma sensação direta. Pela exaltação sensorial busca-se uma transposição dos limites perceptivos. Em proposta ousada e inclusiva, a hegemonia da visão cede espaço à multissensorialidade, território da liberdade.

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Biografia do Autor

Isabel Sanson Portella, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É museóloga e crítica de arte, doutora e mestre em história e crítica da arte pela Escola de Belas Artes/UFRJ, especialista em história da arte e arquitetura no Brasil pela PUC-Rio, pesquisadora de acervo e coordenadora e curadora da Galeria do Lago Arte Contemporânea do Museu da República, no Rio de Janeiro.

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Publicado

11-05-2026