Micropolíticas do encantamento: uma entrevista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n50.26

Palavras-chave:

Performance, Arte relacional, Micropolíticas do encantamento, Pedagogia dos afetos, Poéticas do cuidado

Resumo

Esta entrevista com a artista e pesquisadora Tania Alice, realizada por Julie Brasil, investiga o trânsito da encenação teatral para a performance e a arte socialmente engajada. A conversa situa a prática artística como uma “micropolítica do encantamento”, propondo uma alternativa às somatopolíticas neoliberais que empobrecem o imaginário coletivo. Ao longo do diálogo, são discutidos conceitos fundamentais como a pedagogia dos afetos e a performatividade como restauradora de sensibilidades em espaços públicos e contextos de vulnerabilidade. A entrevistada articula sua práxis com o pensamento de autores como Pablo Helguera, Suely Rolnik e bell hooks, refletindo sobre a dimensão política do encontro, a ética do cuidado e a alegria como disciplina de produção de saúde. Aborda-se, ainda, a experiência pedagógica da Fábrica de Sonhos e a distinção entre resistir e existir, defendendo a criação de mundos possíveis como ato de enfrentamento sensível do presente.

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Biografia do Autor

Tania Alice, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

É doutora em letras e artes pela Université de Provence, França (2003); artista-pesquisadora e professora titular da graduação e da pós-graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Julie Brasil, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

É artista visual e professora na UNIRIO. Doutora em Imagem e Cultura, mestra em Artes Visuais e bacharela em Pintura pela UFRJ. Sua obra explora trauma, política, consumo e ironia. Participou de exposições no Museu da Cidade, SESC, Caixa Cultural, CC Brasil México, Festival de Vídeos de Kassel entre outros.

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Publicado

11-05-2026