Os outros e os mesmos
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n50.27Palavras-chave:
Modernidade, Política, IdentidadeResumo
Este ensaio de Boris Groys, publicado em 2024 na revista online e-flux, analisa as mudanças históricas no entendimento de identidade e comunidade. Com o estabelecimento de uma “naturalização” do humano, que deslocou da alma para o corpo o foco do que nos define, novas formas de comunidade emergem, enquanto as formas antigas são rompidas de novas maneiras. Groys reflete sobre a pulsão humana tanto de dissolver o self em meio ao grupo quanto de quebrar radicalmente com o contexto social pela migração ou diferença, convidando-nos a considerar como a própria noção de identidade se transformou ao longo do tempo. Tecnologias contemporâneas e dinâmicas políticas tornam possível, por meio de rupturas políticas e tecnológicas, a produção de identidades únicas além daquelas naturais ou culturalmente herdadas, o que dá origem a novas comunidades. Quando identidades naturais são politizadas, elas são transformadas em construtos artificiais – como ready-mades – abertas à reinvenção. A história humana é marcada por tais rupturas, que produzem novas formas de solidariedade. Assim, comunidades fundadas em identidades escolhidas e artificiais – sejam elas religiosas, políticas ou artísticas – são baseadas em laços estratégicos e voluntários, em vez de culturalmente herdados ou “naturais”.
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