Da Água

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n50.28

Palavras-chave:

Guatemala, Arte indígena, Direitos à água, Resistência

Resumo

Este artigo explora a interconexão entre arte e vida ao redor do Lago Atitlán, na Guatemala, conforme observado na obra de artistas maias Tzʼutujil, incluindo Antonio Pichillá Quiacaín, Benvenuto Chavajay Ixtetelá e Manuel Chavajay. A água, como elemento vital e espaço de transição, desempenha papel central no trabalho dos artistas locais, promovendo o diálogo entre o contemporâneo e o ancestral. Esses artistas desafiam o legado do colonialismo e do extrativismo, com foco na justiça reparadora e na recuperação do patrimônio cultural. O texto também aborda as lutas contínuas pelos direitos à terra e à água – destacadas por meio de uma ação colaborativa iniciada pela artista Regina José Galindo – numa região onde as comunidades indígenas continuam a resistir às invasões corporativas e governamentais em seus territórios. Assim, o artigo proporciona uma reflexão sobre o contexto mais amplo da soberania indígena e da preservação ambiental, enfatizando a necessidade de resistência contra a exploração e a degradação ecológica.

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Biografia do Autor

Ileana Lucia Selejan, Universidade de Edimburgo

É PhD, pesquisadora e curadora de fotografia, professora de história da arte, cultura e sociedade na Universidade de Edimburgo. Foi pesquisadora no Departamento de Antropologia da University College London, no projeto Cidadãos da Fotografia: A Câmera e a Imaginação Política, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação. Ocupou vários cargos de curadoria, pesquisa e ensino em diversas instituições, incluindo a Central Saint Martins e o Decolonising Arts Institute da University of the Arts London, o Davis Museum no Wellesley College, a New York University, a Parsons School of Design e o Departamento de Belas Artes da West University de Timisoara (Romênia). 

Michael Asbury, University of the Arts London

É curador, crítico e historiador da arte. Professor titular na Chelsea College of Arts, University of the Arts London, onde atua como vice-diretor do centro de pesquisa Transnacional, Art, Identity and Nation (TrAIN). É autor do livro Today is always yesterday: contemporary Brazilian art (Reaktion 2023) e co-curador (com Sonia Boyce e Gilane Tawadros) da exposição Lygia Clark: the I and the You, na Whitechapel Gallery em Londres (2024-2025).

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Publicado

11-05-2026