Distribuição e Controle das Fontes de Água Mineral com Elementos Raros (Li, V) no Estado do Rio de Janeiro

Ronaldo Mello Pereira, Marcelo dos Santos Salomão, Enrico Campos Pedroso

Abstract


As fontes de águas minerais encontradas no estado do Rio de Janeiro, de acordo com a proposta aqui apresentada, estão distribuídas segundo quatro domínios tectônicos: Complexo Rio Negro (CRN), Terreno Khondalítico Oriental (TKOr), Terreno Khondalítico Ocidental (TKOc) e Terreno Cabo Frio (TCF). Proporcionalmente, 36% estão associadas ao TKOr, 34% ao CRN, 25% ao TKOc e o restante ao TCF. A quase totalidade das fontes está associada a um substrato constituído por rochas neoproterozoicas graníticas/ortoderivadas e paraderivadas. A grande maioria das fontes produz águas classificadas como fluoretadas, sendo que cerca de 20% delas apresentam composições diferenciadas, tais como magnesiana, litinada, vanádica, alcalino-bicarbonatada, alcalino-terrosa e nitratada. Aparentemente, a composição química das águas relaciona-se mais diretamente com a litologia do que com o ambiente tectônico. As três estâncias hidrominerais do estado e algumas das fontes com águas com composições especiais estão condicionadas às faixas khondalíticas presentes no território fluminense. Nessas faixas a provável fonte do lítio está relacionada às rochas ígneas ou ortoderivadas ácidas, embora o metal, em baixas concentrações (≤ 22 ppm Li), também tenha sido determinado em paragnaisses. Já as prováveis rochas-fontes do vanádio devem corresponder a diabásios relacionados ao Enxame de Diques da Serra do Mar, intrusivos no TKOr, bem como a anfibolitos ortoderivados intercalados nas sequências metassedimentares do TCF ou associados às faixas khondalíticas.

Keywords


Água mineral; Rio de Janeiro; Terreno khondalítico; Lítio; Vanádio



DOI: https://doi.org/10.11137/2018_1_167_178

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