Efeitos da Seca em Perímetros Irrigados no Semiárido Brasileiro

Renata Nayara Câmara Miranda Silveira, Filipe da Silva Peixoto, Raimundo Nonato Távora Costa, Itabaraci Nazareno Cavalcante

Resumo


A instalação de perímetros irrigados (PI) no semiárido nordestino foi uma necessidade ao desenvolvimento de atividades agrícolas, em uma região em que a água é o principal fator limitante e o mais problemático por conta das irregularidades do clima e das secas. O presente trabalho busca aferir o impacto da seca extensiva de 2010 a 2015 na produção dos 13 perímetros irrigados do Ceará, identificando as culturas e os perímetros que mais foram impactados. Para isso, foram sistematizados os dados das sínteses executivas dos perímetros irrigados, divulgadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, constando a produção agrícola dos seis anos investigados. Além de dados meteorológicos de pluviometria de fonte da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - Funceme e de volumes de armazenamento de água nos principais reservatórios do estado, baseados nos dados da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos – Cogerh. A produção agrícola dos perímetros irrigados no estado foi crescente até 2014, quando o colapso hídrico resultou no racionamento de água e queda geral na produção. Os PI como Ema e Forquilha, e Quixabinha sofreram substancial queda na produção desde os primeiros anos de seca, chegando a um total colapso em 2014 no caso do Ema.

Palavras-chave


Gestão de recursos hídricos; Agricultura irrigada; Escassez hídrica

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DOI: https://doi.org/10.11137/2018_2_268_275

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