Registro das Flutuações da Lisoclina e da CCD no Quaternário Tardio na Bacia de Pelotas

Authors

  • Sandro Monticelli Petró Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Programa de Pós-graduação em Geociências. Av. Bento Gonçalves, 9500, Cx.P. 15001, 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
  • Elisa Oliveira da Costa Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Graduação em Geologia. Av. Bento Gonçalves, 9500, Cx.P. 15001, 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
  • María Alejandra Gómez Pivel Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Departamento de Paleontologia e Estratigrafia. Av. Bento Gonçalves, 9500, Cx.P. 15001, 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
  • João Carlos Coimbra Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Departamento de Paleontologia e Estratigrafia. Av. Bento Gonçalves, 9500, Cx.P. 15001, 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11137/2018_2_710_719

Keywords:

Foraminífero planctônico, Dissolução do carbonato, Glacial, Interglacial, Pleistoceno, Holoceno

Abstract

Os foraminíferos planctônicos são bons indicadores de idade e variações paleoclimáticas, sendo amplamente utilizados na datação relativa, análise de bacias sedimentares e em correlações estratigráficas. No talude inferior da Bacia de Pelotas há uma dificuldade para elaborar modelos paleoclimáticos devido à baixa qualidade dos remanescentes fósseis, que podem ser facilmente dissolvidos ou remobilidados. Porém, a baixa preservação, quando bem quantificada, pode se tornar um indicador paleoceanográfico, uma vez que a não preservação ocorre em função de variações ambientais mensuráveis. O objetivo deste estudo é identificar variações da fauna de foraminíferos planctônicos e a preservação de CaCO3 registradas em dois testemunhos na Bacia de Pelotas, e relacionálas a mudanças paleoceanográficas ocorridas na região. Os testemunhos foram coletados na operação Geomar VII, no talude inferior da Bacia de Pelotas. As amostras foram preparadas com a metodologia padrão para análises paleomicrontológicas. O zoneamento paleoclimático foi elaborado baseado na presença ou ausência de carbonato e na ocorrência de espécies do plexo Globorotalia menardii, cujos desaparecimentos e reaparecimentos têm relação com oscilações climáticas de intervalos glaciais e interglaciais. Considerando que não há mudança textural significativa nas fácies, os dois testemunhos foram subdivididos em cinco intervalos, mesclando a presença ou ausência de foraminíferos (volume de pelágicos) e a presença ou ausência do plexo G. menardii. Os intervalos com boa preservação de carbonato foram atribuídos aos Estágios Isotópicos Marinhos (EIM) 5 e 1. Os intervalos sem preservação de carbonato foram atribuídos a um deslocamento ascendente da lisoclina e da Profundidade de Compensação do Carbonato (CCD, do inglês Carbonate Compensation Depth). No final do Pleistoceno foi registrado um rebaixamento da lisoclina e da CCD, em função da transição do EIM 2 para o EIM 1 ou do limite Pleistoceno/Holoceno. Finalmente, o limite das biozonas Y e Z foi identificado entre 0,4 e 0,3 m em um dos testemunhos do talude inferior da Bacia de Pelotas.

Published

2019-09-09

Issue

Section

Article