DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS AUTORREFERIDOS EM ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE PETROLINA, PERNAMBUCO

João Antonio Carvalho Neves, Paula Adreatta Maduro, Fabrício Olinda Souza Mesquita, Francis Trombini Souza, Tarcísio Fulgêncio Alves Silva

Resumo


Os assistentes administrativos que atuam no ambiente hospitalar estão propensos a uma alta prevalência de dor, causada por fatores, como carga horária excessiva e falta de atividade física. O objetivo do estudo foi analisar a prevalência de distúrbios musculoesqueléticos, assim como a interferência do tempo de serviço no aparecimento de dor em assistentes administrativos de um hospital universitário de Petrolina, Pernambuco. O estudo teve uma amostra de 31 assistentes administrativos e foi utilizado o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares, assim como o Questionário Internacional de Atividade Física. As regiões de maior frequência de dor foram os ombros e coluna torácica (20%), joelho (16%) e cervical (12%). A partir da realização do teste McNamer para frequências correlacionadas, com intuído de comparar a frequência de dor na admissão (T0) e após uma média de dois anos de serviço (T1), foi observado uma significância em relação aos fatores: sexo, índice de massa corporal e nível de atividade física. A prevalência de distúrbios musculoesqueléticos em assistentes administrativos de um hospital é elevada, sobretudo, quando relacionado a fatores como: o sexo, nível de atividade física e índice de massa corporal. Estratégias como exercícios laborais e tempo de descanso adequado são necessários para redução desses números.


Palavras-chave


Dor Musculoesquelética; Saúde do Trabalhador; Doenças Profissionais; Riscos Ocupacionais

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