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2021

v. 1, n. 1 (2021)

ATENDENDO à dinâmica atual dos periódicos científicos, iremos adotar a modalidade de publicação contínua.

Agosto de 2021. Perto de 560.000 mortos por Covid-19. Esse é o resultado de uma política genocida protagonizada pelo atual governo que deve ser rechaçada, criticada e combatida. A consecução deliberada de um projeto destrutivo teve como desdobramento a morte larguíssima escala no território nacional. A culminância da mentira intencional como forma de atuar politicamente com vistas a arregimentar seguidores- mobilizando por meio do universo falseado de construções-, tem como resultado um estrago inédito no Brasil (e em outros países também assolados por governantes do mesmo espectro político). A reação conservadora de frações burguesas em nível mundial, pautado no ataque mais direto à classe trabalhadora e aos valores democráticos, atualizando os momentos históricos que as classes dominantes perderam qualquer verniz democrático para realização de seus interesses. Os exemplos históricos se avolumam. Além das ditaduras em nosso continente, a deposição de governos por meios abertamente violentos ou por conspirações devidamente patrocinadas pelas frações internas e externas da burguesia, toda experiência da colonização na África e Ásia por parte dos países capitalistas centrais mostram que o avanço reacionário contemporâneo não é um ponto fora da curva.

As perdas ficaram próximos de cada 1 de nós. Não há brasileiro ou brasileira que não tenha sido atingido pela pandemia. Das 560.000 mortes, uma foi especialmente próxima a essa jornada. No caso desse Dossiê, temos a honrosa, e ainda assim tristíssima homenagem, a uma de nossos autores. Wagner Matias, técnico do Ministério da Educação e professor de Educação Física da Rede do Distrito Federal, doutor em Educação Física pela UNB, ativo colaborador da REVISTA ARQUIVOS EM MOVIMENTO como parecerista e que estava inscrito num concurso público para EEFD-UFRJ. Pode ser que tenhamos perdido um futuro colega que muito iria contribuir para EEFD. Juntamente a Eldernan dos Santos Dias (UNB), Wagner Barbosa Matias é autor do texto “MARXISTAS EM CAMPO”: ESBOÇO DA CRÍTICA AO ESPORTE ESPETÁCULO. Wagner Matias, aos 38 anos, nos deixou em função de complicações da COVID-19 no início de junho de 2021. Cada dia de atraso na aquisição de vacinas por parte do Governo Bolsonaro- enredo agora aprofundado pela CPI da COVID pelo Senado Federal- ceifou um número considerado de vidas, dentre as quais de Wagner Matias. Essa e muitas outras vidas teriam sido poupadas se a aquisição de vacinas, campanhas de distanciamento social, orientações efetivas e não de remédios sabidamente ineficazes fossem executadas pelo Governo Bolsonaro. Wagner Matias estará presente por longo tempo no âmbito da Educação Física e sul-americana por meio de sua obra. Não teremos mais sua presença e seu brilhantismo. A desaparição de alguém com esse potencial para alçar voos tão incríveis revela muito de nossa tragédia.

Em tempos atuais, que se misturam ideias de apagamento da ciência em contraste à necessidade de reunir esforços científicos para minimizar efeitos da pandemia de coronavírus com esforços de diferentes países para manter (alguma) “coesão” social e não haver uma completa desagregação sistêmica que dilua a organização social e econômica, se expressa também a relevância do processo reflexivo sobre questões inerentes à Educação Física, compreendendo-a de forma ampla. 

A temática “trabalho”, por exemplo, é um termo abrangente e multifacetário, sendo objeto de debates acumulados entre pesquisadores com publicações nas mais diversas áreas do conhecimento. Como uma característica tipicamente humana, o trabalho oferece uma miríade de possibilidades ao pesquisador com interfaces e especificidades relacionadas à Educação Física. As possibilidades de definição de propostas e objetivos teóricos, atravessando os trajetos acadêmico-científicos, são várias e distintas: seja pensando em novas configurações e arranjos, seja observando o trabalho como um complexo ontológico, seja como uma racionalidade de produção e produtividade, seja como um objetivo da formação inicial e continuada de uma área, dentre outras. 

            Desse modo, a Revista Arquivos em Movimento oferece à comunidade acadêmico-científica a publicação de textos de variadas estruturas epistemológicas e teórico-metodológicas, com recortes analíticos e teórico-práticos organizados em um Dossiê sobre a temática TRABALHO, FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA. Reunimos nesse Dossiê, que ora apresentamos, pesquisadores debatendo sobre essa temática de diversas regiões do país, além de um texto advindo do Uruguai. 

 

1)  autor: Álcio Crisóstomo Magalhães. LUGAR DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA MATRIZ CURRICULAR DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS

2) AUTORES: Eldernan dos Santos Dias, Wagner Barbosa Matias (In Memorian). “MARXISTAS EM CAMPO”: ESBOÇO DA CRÍTICA AO ESPORTE ESPETÁCULO

3) José Montanha Soares, Marcelo Resende Teixeira, Daniel Cantanhede Behmoiras. A PSICOMOTRICIDADE VAI AO CAPITAL: NOTAS A DESPEITO DAS APROPRIAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE NA ESCOLA

4) José Augusto Dalmonte Malacarne, Daniella de Brito Alexandria, Pedro Henrique Melo de Carvalho, Alexandre Palma. A ABORDAGEM SOBRE “SAÚDE” NOS CURSOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

5) Matheus Brasileiro Diniz, Melina Silva Alves. Crítica ao planejamento participativo no ensino médio: em defesa do ensino do conhecimento científico na escola pública

6) Aline Silva Andrade Nunes, Elen de Fátima Lago Barros Costa, Lícia Cristina Araújo da Hora. A IMPOSSIBILIDADE PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO CONTEXTO DO ENSINO REMOTO

7) Jennifer Aline Zanela, Caroline Correia Maciel, José Milton de Lima. PROJETO DE FORMAÇÃO HUMANA EM ABORDAGENS DO CONSENSO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ANÁLISE À LUZ DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL

8) Leon Ramyssés Vieira Dias, Jennifer Aline Zanela, Marcelo Ribeiro de Castro. O PENSAMENTO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DE VITOR MARINHO: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL E HUMANA

9) Renata Linhares, Hugo Leonardo Fonseca da Silva, Ângela Cristina Belém Mascarenhas, Sherry Max de Souza, Marcos Jerônimo Diás Júnior. O ESTÁGIO, A PRECARIZAÇÃO DO MUNDO DO TRABALHO E A FORMAÇÃO DOS(AS) ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

10) Liber Benítez, Evelise Amgarten Quitzau. LA FORMACIÓN DE FUTBOLISTAS ENTRE EL AMATEURISMO, EL PROFESIONALISMO Y EL SISTEMA DEPORTIVO GLOBAL: UN ESTUDIO A PARTIR DEL FÚTBOL INFANTIL EN URUGUAY. 

 

            Assim, convidamos a todos e todas para leitura dos textos e a visitarem o sítio da revista https://revistas.ufrj.br/index.php/am na qual poderão conferir todas as informações necessárias, inclusive para publicação que, atualmente, estão em fluxo contínuo.

Um abraço a todos e boa leitura:

Marcelo Paula de Melo

Ângela Celeste Barreto de Azevedo

André Malina

 


2020

v. 16, n. 2 (2020)

2 volume da revista ARQUIVOS EM MOVIMENTO (EEFD-UFRJ)

v. 16, n. 1 (2020)

EDITORIAL:

Educação Física, pandemia e a Universidade 

 

            Com imensa alegria publicamos mais um número da revista Arquivos em Movimento, periódico da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Certamente num contexto tão particular como o vivido pelo Brasil e pelo mundo, esse editorial não poderia- sob pena de uma cobrança da história acerca dessa omissão- deixar de abordar a particularidade do impacto da pandemia do CORONAVÍRUS/COVID 19 no conjunto da vida, e em especial nas universidades.

A pandemia de CORONAVÍRUS/COVID 19 escancarou algo que qualquer relatório de órgãos oficiais de estatísticas já revelava: a imensa e estrutural desigualdade social e econômica que marca a formação social brasileira. Dois termos na formulação acima merecem destaque: estrutural e desigualdade econômica. Mais uma vez a realidade se impôe como determinante da verdade, como ensinava Marx nas teses de Feuerbach. As imagens chocantes em diversos países da América Latina da impossibilidade de realização de qualquer isolamento social de amplíssimas parcelas da população que precisam ganhar a sua vida em trabalhos precários sem nenhuma proteção social, o que lhes coloca entre a terrível escolha de arriscar a contaminar-se e a seus familiares ou morrerem de fome, só podem ser consideradas novidades aos alienados das condições de vida da ampla maioria da população. A metáfora tão comum empregada de estávamos todos no mesmo barco soa como piada de péssimo gosto quando as estatísticas revelam- mesmo essas sofrendo várias tentativas de maqueamento, como mostra o caso brasileiro- que a maioria das mortes de CORONAVÍRUS/COVID 19 possui nítido corte de classe e étnico racial. Foram os pobres que morreram em sua maioria. Foram os descendentes dos povos originais do continente, os negros e negras, moradores de favelas, assentamentos precarizados em diversos países da América Latina que morreram em sua maioria. Mesmo que estivéssemos no mesmo barco, fica nítido que não ocupamos os mesmos lugares, nem as mesmas possibilidades de salvamento nesses barcos.

Essa edição é publicada no momento em que Brasil passa de 80.000 mortos pela pandemia de COVID19. As ações negacionistas de diversas autoridades brasileiras- incluindo o próprio presidente da república, com diversos exemplos de sua indiferença, ignorância e desprezo a essas mortes- juntamente a um apelo por setores empresariais pela quebra apressada do isolamento social- no como campo da Educação Física, a pressão pela reabertura das academicas de ginástica- são parceiros e co responsáveis por partes dessas mortes.

A conjuntura nos obriga a repetir – com devidos acréscimos- a mesma dinâmica do último editorial. De início agradecemos aos autores e autoras, assim como aos revisores e revisoras. Sem vocês, essa revista – e qualquer outra - não existiria. Especialmente quanto aos revisores e revisoras, um agradecimento especial. No momento em que o trabalho nas universidades públicas em particular, e no serviço público em geral, é tão atacado - a ponto do Ministro da Economia do atual governo BOLSONARO afirmar serem os “servidores públicos parasitas”, e defender na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020 que era hora de “colocar uma granada no bolso dos servidores” - esse trabalho realizado por esses professores e professoras - geralmente em suas casas, como não poderia deixar de ser em tempos de necessário isolamento social como forma de prevenção da proliferação dos casos da COVID19- deve ser laureado e mencionado. Aos trabalhadores das Universidades públicas - e nem todos os nossos revisores e revisoras são professores e técnicos-administrativos de universidades públicas - o único retorno desse trabalho é uma singela declaração que poderá ser usada para sua promoção funcional - esta também sob grave ameaça pelo nesfasto projeto de (contra) reforma administrativa do atual governo. Aqueles e aquelas que não são docentes das Universidades Públicas recebem uma declaração lhes conferirá minuscúlos pontos em futuros concursos públicos. Isso atesta que o motivo dessas pessoas em atuarem como revisores e revisoras está muito além dessa lógica matemática na carreira e\ou futuro e eventual (e cada vez mais ameçado) ingresso numa Universidade Pública. Isso tem que ser dito e espalhado para o conjunto da sociedade. Essa revista - e muitas outras publicadas pelo país - só existe por conta do trabalho de muitas pessoas. Mesmo que essa informação seja sabida por todos nós, precisa ser contada a plenos vapores. Além de seus salários de origem como trabalhadores em diversas instituições ou bolsas como alunos e alunas de mestrado e doutorado, nem autores, nem revisores, nem editores recebem para esse trabalho. Por isso, é inaceitável ser chamado de parasita. A esses e essas trabalhadorxs saudamos com mais essa edição da REVISTA ARQUIVOS EM MOVIMENTO.

Apresentamos os textos que compõe esse número da Revista.

Da Universidade Federal do Vale do São Francisco, temos o texto ANÁLISE DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUAZEIRO E PETROLINA, de autoria de Gilberto Feitosa da Silva, Maria Larissy da Cruz Parente, João Gabriel Eugênio Araujo, Camila Batista Gama Moura, Diego Luz Moura.

A presença do trabalho do professor Osvaldo Omar Ron, da Universidade Nacional de La Plata (Argentina) é parte da aproximação com instituições universitárias latinoamericanas. O texto do professor Ron é intitulado: Nociones de cuerpo educado en la formación superior en Educación Física, UNLP.

Vindos da Universidade Estadual do Pará e da Faculdade Inspirar de Londrina, temos o texto de Adriane de Souza Fengler, Francine Belo Clemente de Souza, Erica Feio Carneiro Nunes, Gustavo Fernando Sutter Latorre, cujo título é: O EFEITO DA ELETROESTIMULAÇÃO INTRAVAGINAL NA FUNÇÃO SEXUAL FEMININA.

Seguimos com o texto de Letycia Moura Quixabeira, Tathyane Krahenbühl da Universidade Federal de Goiás, intitulado “Presença do handebol na Educação Física Escolar: Um estudo com professores que atuam na rede municipal de ensino de Goiânia”.

            Luís Fernando da Silva Marques e Jerri Luiz Ribeiro, professores da FAMERCO-SOGIPA-RS, contribuem com o texto “Relação entre desempenho no tiro de 1.000 metros e desempenho nas corridas de rua de 5 km e 10 km de corredores de 40 a 50 anos”.

            Anna Luiza Gomes Viana e Mara Jordana Magalhães Costa, da Universidade Federal de Piauí, trazem o texto “ANÁLISE COMPARATIVA DO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA PÚBLICA E UMA ESCOLA PRIVADA DE TERESINA/PI”.

            Luciana Grafulim, Francine Costa de Bom, Alexandre Pacheco, Pedro Gabriel Ambrosio, Carolina Michels, Mariane de Oliveira Filastro, Guilherme de Sá, Elizangela Just Steiner e Kristian Madeira, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, apresentam o texto “O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE ATLETAS BRASILEIRAS NA GINÁSTICA ARTÍSTICA FEMININA: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO”.

Vinculados a Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rafael Sampaio de Oliveira Queiroz Silveira e Fábio Cahuê trazem o texto “Treinamento Intervalado de Alta Intensidade ou Treinamento Aeróbio Moderado Contínuo na Reabilitação Cardíaca de Idosos? Uma Revisão de Literatura por Busca Sistematizada”.

RENAN SANTOS FURTADO, doutorando em Educação na Universidade Federal do Pará e docente da Escola de Aplicação da mesma Universidade, apresenta o texto “EM BUSCA DA MEDIAÇÃO ENTRE AS PEDAGOGIAS CRÍTICAS DO ESPORTE DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR”.

Fabíola Rocha (UFRJ), Humberto Almeida dos Santos (UFRJ), Felipe Triani (UERJ), Jorge Felipe Columá (UNISUAM-FAETEC), Simone Freitas Chaves (UFRJ) contribuem para esse número com o relevante texto “MULTICULTURALISMO: DIVERSIDADE/ DIFERENÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL”.

Nei Jorge dos Santos Junior, Renata Pacheco Marins, Iago Fonseca de Mello Damázio, Pâmela Cristina Medeiros da Silva, da UNILAGOS-RJ, apresentam um texto intitulado “A DANÇA DA ESCOLA: reflexões necessárias à Educação Física escolar”.

Jederson Garbin Tenório (REDE ESTADUAL MATO GROSSO), Ronnie Fonseca Barbosa (IFMT), Lucas Andrade Carvalho (REDE MUNICIPAL PAULÍNEA-SP) trazem o texto ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO! EDUCAÇÃO FÍSICA, FORMAÇÃO E PERSPECTIVA.

Por fim, FELIPE TRIANI traz uma resenha intitulada: Resenha do livro “Atletismo em Debate”, escrito por Geovana Coiceiro, Editora Autografia, 2017.

 

BOA LEITURA,

Prof. Dr Marcelo Paula de Melo

Editor-adjunto da Revista Arquivos em Movimento-EEFD-UFRJ

 


2019

v. 15, n. 2 (2019)

dossiê EDUCAÇÃO FÍSICA, DANÇA E CULTURA POPULAR










2009

Capa da revista

v. 5, n. 2 (2009)

Design da Capa: Claudia de Oliveira
Capa da revista

v. 5, n. 1 (2009)

Design Capa: Sandra Alves




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