Produção do conhecimento sobre gênero: contribuições para o campo acadêmico da Educação Física em Goiás

aline silva nicolino, Ana Márcia Silva, Milena Louise Rodrigues Rosa

Resumo


O presente estudo objetiva mapear a produção de conhecimento sobre gênero a partir da analise de 1437 monografias produzidas no final dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, de uma universidade pública em Goiás/Brasil, entre os anos de 1994 e 2017, assim como os Projetos Político Pedagógicos (PPPs) de ambos os cursos. O levantamento mostrou que somente 25 (1,74%) monografias abordavam as temáticas de gênero, tratadas em diferentes contextos: esportivo (11), escolar (4), das lutas (4), de formação e pesquisa (3) e de outras práticas corporais (2). As análises indicam uma maior produção sobre gênero dentro do contexto esportivo, sobretudo, no futebol, denunciando a discriminação sofrida pelas mulheres nessa modalidade. Mostram, ainda, que é preciso colocar em suspeição as “verdades” de pensamentos que marcam historicamente a condição desigual entre homens e mulheres nas práticas corporais e esportiva, sendo a formação inicial e continuada um meio potente para (re-des)construir linguagens de preconceito e discriminação no campo da Educação Física. 


Palavras-chave


Gênero; Educação Física; Esporte; Escola; Formação Profissional.

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Referências


Entendemos que embora gênero esteja diretamente ligado à sexualidade, ambos não apresentam o mesmo significado, “gênero refere-se à condição social pela qual somos identificados como homem ou como mulher e a sexualidade refere-se a forma pela qual vivemos nossos desejos e prazeres corporais” (BRITZMAN, 1996, p.76). Apesar das diferenças alguns trabalhos trazem a discussão de sexualidade por meio do gênero, por isso, optamos em analisar essa questão.

Esse lugar de fala não pensa o “discurso como um amontoado de palavras ou concatenação de frases que pretendem um significado em si, mas como um sistema que estrutura determinado imaginário social, como proposto por Djamila Ribeiro (2018, p. 56),”.

Somente a partir do ano de 2015 houve a exigência da entrega da monografia no formato digital.


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