O salto dialético:
integrando biologia e humanidades na formação contra hegemônica em Educação Física
Resumo
Resumo: Este artigo revisita pesquisa de mestrado do PPFH-UERJ, e mais de uma década de estudos e práticas pedagógicas. A reflexão se aprofundou ao relacionar a teoria marxista, abordando as contradições entre corpo, natureza e trabalho, com o campo da Educação Física. Destaca-se que saberes das ciências naturais — como anatomia, bioquímica e biomecânica —podem ser instrumentos de uma formação crítica e contra hegemônica, desde que superem a neutralidade científica e se integrem à análise das condições materiais que afetam os corpos, usando o método do materialismo histórico-dialético. A pesquisa reforça que a Educação Física, na perspectiva marxista, não deve limitar-se às fronteiras disciplinares, mas promover uma compreensão unitária da relação entre humanos e o mundo. Sua contribuição oferece uma alternativa às práticas tecnicistas e neoliberais, articulando teoria e prática de forma crítica e emancipatória, o que envolve questionar a mercantilização e a responsabilização individual. O estudo reconhece resistências acadêmicas e reforça a necessidade de uma formação docente que explore as mediações entre corpo, sociedade e educação, orientada para a transformação social e a emancipação humana. Assim, a proposta amplia o debate sobre o papel social sobre qual Educação Física queremos construir: instrumento de acomodação ou instrumento de contra hegemônico.
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