Educação Física e Teoria da Complexidade: Por uma Nova Racionalidade Epistemológica
Resumo
Resumo Este artigo explora a fragmentação epistemológica que tem historicamente caracterizado o campo da Educação Física (EF) no Brasil, resultando em uma abordagem reducionista e dicotômica dos fenômenos do corpo, movimento e saúde. Discute-se como a influência de paradigmas tradicionais, como o biomédico e o mecanicista, tem limitado a capacidade da EF de abordar a complexidade inerente à experiência humana. Em contrapartida, propõe-se a Teoria da Complexidade (TC) como um referencial epistemológico inovador, capaz de oferecer uma nova racionalidade para a área. A TC, com seus princípios de auto-organização, conectividade, emergência e transdisciplinaridade, configura-se como um caminho promissor para superar o dualismo corpo-mente e integrar saberes fragmentados. O texto detalha as implicações pedagógicas e de pesquisa da adoção de uma perspectiva complexa, evidenciando como a compreensão do corpo como um sistema complexo e o resgate do conceito de corporeidade podem fomentar práticas mais holísticas, uma formação docente mais integrada e currículos que preparem os profissionais para lidar com a natureza imprevisível e multifacetada do movimento humano e do bem-estar. Conclui-se que a transição para essa nova racionalidade é imperativa para consolidar a EF como um campo de conhecimento abrangente e transformador, apesar dos desafios inerentes à superação de visões enraizadas.Downloads
Não há dados estatísticos.
Downloads
Publicado
2026-08-30
Edição
Seção
Artigos
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.