A CULTURA DE GUERRA E OS BOLETINS DE JÚLIO MESQUITA: POSSIBILIDADES PARA A PESQUISA

Auteurs

  • Carlos Roberto de Melo Almeida Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Mots-clés :

Júlio Mesquita, imprensa, cultura de guerra

Résumé

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, ao longo da Primeira Guerra Mundial (1914- 1918), uma seção semanal dedicada exclusivamente ao comentário acerca do conflito. A seção era escrita pelo diretor e proprietário do matutino, Júlio Mesquita, e oferece ao historiador a oportunidade de analisar a interpretação da guerra proposta por esse importante órgão da imprensa paulista. O presente artigo procura identificar e discutir os procedimentos utilizados por Júlio Mesquita na escritura dos seus artigos e verificar os caminhos para uma pesquisa dessa natureza oferecidos pelo conceito de cultura de guerra, abrindo algumas questões e indicando formas possíveis de respondê-las.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

Carlos Roberto de Melo Almeida, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Mestrando do curso de Pós-Graduação em História da FCL/Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, bolsista Fapesp.

Références

Livros:

BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa: Brasil, 1900-2000. Rio de Janeiro:

Mauad X, 2007.

CALDEIRA, Jorge. Júlio Mesquita e seu tempo. São Paulo: Mameluco, 2015, 4 v.

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

CAPELATO, Maria Helena. Os arautos do liberalismo: imprensa paulista (1920-1945). São

Paulo: Brasiliense, 1989.

______; PRADO, Maria Lígia. O bravo matutino. Imprensa e ideologia: O Estado de S. Paulo.

São Paulo: Alfa-Ômega, 1980.

COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa: a América Latina e a Grande Guerra, Rio de

Janeiro: Rocco, 2014.

D’ALMEIDA, Fabrice; DELPORTE, Christian. Histoire des médias en France: de la Grande

Guerre à nos jours. Paris: Éditions Flammarion, coll. Champs Histoire, 2010.

DUARTE, Paulo. Júlio Mesquita. São Paulo: Hucitec, 1977.

EKSTEINS, Modris. A sagração da primavera. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.

FENELON, D. R. et al. (Orgs.). Muitas memórias, outras histórias. São Paulo: Olho d’Água,

GARAMBONE. A Primeira Guerra Mundial e a imprensa brasileira. Rio de Janeiro: Mauad,

LUCA, Tania Regina de. A revista do Brasil: um diagnóstico para a (N)ação. São Paulo: Unesp,

______. Leituras, projetos e (re)vista(s) do Brasil (1916-1944). São Paulo: Unesp, 2011.

MOLLIER, Jean-Yves. A leitura e seu público no mundo contemporâneo: ensaios sobre história

cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

PINSKY, Carla (Org.). Fontes históricas. 2a ed. São Paulo: Contexto, 2006.

CORREIA, Silvia. Políticas da Memória da I Guerra Mundial em Portugal (1918-1933): entre

a experiência e o mito. Tese (Doutorado em História) ‒ Faculdade de Ciências Sociais e

Humanas,Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2010.

PROST, Antoine; WINTER, Jay. Penser la Grande Guerre: un essai d’historiographie. Paris:

Éditions du Seul, 2004.

ROCHA, Claudio. A letra impressa: dos tipos móveis à tipografia digital. São Paulo: Senai-SP,

SALES, Véronique. Os historiadores. São Paulo: Unesp, 2011.

TWYMAN, Michael. L’imprimerie: Histoire et techniques. Lyon: ENS Éditions, 2007.

Artigos de periódicos:

MALATIAN, Teresa. A construção do convencimento: Júlio Mesquita e os Boletins Semanais

da Guerra do jornal O Estado de S. Paulo (1914-1918). Patrimônio e Memória, São Paulo,

Unesp, v. 9, n. 2, pp. 205-19, jul-dez, 2013.

MARGATO, Izabel. A (i)legibilidade de Lisboa n’A Capital de Eça de Queirós. Revista

Semear, Rio de Janeiro, PUC, v. 1, n. 1: Camões e Eça de Queirós, 1997.

Téléchargements

Publiée

2021-08-19