Disparadas juvenis: a experiência cearense da Escola Alan Pinho Tabosa com juventude negra, pobre, escolarizada e comprometida

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.54948/desidades.v0i34.53511

Palabras clave:

juventudes, escola pública, aprendizagem cooperativa e solidária, compromisso social

Resumen

Frente aos desafios de sobrevivência de juventudes negras, femininas e periféricas, a escola passou a ocupar papel decisivo no rumo possível a esses jovens. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a experiência da Escola Estadual de Educação Profissional Alan Pinho Tabosa, constituída pela ação de jovens do Movimento Prece, jovens da Universidade Federal do Ceará e jovens da rede pública de educação cearense. Adotou-se abordagem qualitativa e participativa. Para coleta dos dados foram feitas duas entrevistas com professores, aplicação de 160 questionários com estudantes egressos e três grupos de discussão. Utilizou-se a triangulação de métodos para análise dos dados. Como resultado identificou-se a importância da construção do ciclo de ingresso, permanência e retorno do ensino superior dessa juventude sobrevivente, tecendo uma rede de proteção em contexto de violação de direitos, possibilitando a ocupação de espaços que ocasionam transformação social.

Biografía del autor/a

Talita Feitosa de Moisés Queiroz, Universidade Federal do Ceará

Psicóloga, Mestra em Avaliação de Políticas Públicas Universidade Federal do Ceará (2022). Especialista em Gestão de Pessoas pela Uninassau (2017). Especialista em Coach e Psicologia Positiva. Membro Associada do Instituto Coração de Estudante e Movimento PRECE (Programa de Estímulo à Cooperação nas Escolas). Formadora em Aprendizagem Cooperativa Solidária. Tem experiência na área de Psicologia Social, comunitária e educacional.

Verônica Salgueiro do Nascimento, Universidade Federal do Ceará

psicóloga, possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2009) e Pós-Doutorado no programa de Pós-Graduação em Psicologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2015).Tem experiência na área de Psicologia Social e Educação, com ênfase nos estudos sobre Juventudes, Escola, Cultura de Paz, Bem Viver e Felicidade Pública. É professora da Universidade Federal do Ceará. Departamento de Estudos Interdisciplinares. Curso de Gestão de Políticas Públicas. Faz parte do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Avaliação de Políticas Públicas na Universidade Federal do Ceará. Participa do grupo de pesquisas Laboratório de Estudos Avançados em Desenvolvimento Regional do Semiárido (LEADERS). Coordena O projeto de extensão Grupo de Estudos e Ações Paulo Freire. Possui Especialização em Escrita e Criação UNIFOR (2021).

Citas

ACOSTA, A. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.

ANDRADE, A. M. T. Narrativas de vida e formação de estudantes e lideranças do Programa de Educação em Células Cooperativas. 2019. 457 f. Tese (Doutorado em Educação) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.

ANDRADE NETO, M.; AVENDAÑO, A. A; QUEIROZ, T. F. M. (Org.). Guia prático para elaboração de planos de aula em Aprendizagem Cooperativa e Solidária: Técnica de Transição Metodológica – ETMFA. Fortaleza: Instituto Coração de Estudante, 2019.

ANDRADE NETO, M; AVENDAÑO, A. A.; QUEIROZ, T. F. M. (Org.). Construindo lideranças estudantis cooperativas e solidárias. Fortaleza: Instituto Coração de Estudante, 2020.

AVENDAÑO, A. C. A. PRECE: Caminhadas de sujeitos comunitários. In: XIMENES, V. M.; AMARAL, C.E.M; REBOUÇAS JÚNIOR, F.G. (Orgs) Psicologia comunitária e educação popular: vivências de extensão/cooperação universitária no Ceará. Fortaleza: LC Gráfica e Editora, 2008. p.25-40

BARBOSA, M. S. Relações entre os valores do Programa de Educação em Células Cooperativas (PRECE) e os valores pessoais de seus participantes. 2016. 232 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/21860>. Acesso em: 28 fev. 2020.

CEARÁ. Governo do Estado do Ceará. Secretaria Estadual de Educação do Ceará. Educação Profissional. Criação das EEEPs. Disponível em: <https://educacaoprofissional.seduc.ce.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=103>. Acesso em: 02 set. 2020.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

COMITÊ CEARENSE PELA PREVENÇÃO DE HOMICÍDIOS NA ADOLESCÊNCIA. CCPHA. Cada vida importa. Meninas no Ceará: a trajetória de vida e de vulnerabilidades de adolescentes vítimas de homicídio. Fortaleza: Governo do Estado do Ceará; Assembleia Legislativa do Estado do Ceará; UNICEF, 2020. Disponível em: <http://ideiaeventos.com.br/CPCV/Relatorio_-_Meninas_no_Ceara_26_10.pdf>. Acesso em: 10 jan. 2022.

COSTA, A. C. G. (Org.). Socioeducação: estrutura e funcionamento da comunidade educativa. Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2006.

DAYRELL, J. Escolas e Culturas Juvenis. In: FREITAS, M.; PAPA, F. (Org.). Políticas públicas: juventude em pauta. São Paulo: Cortez/Ação Educativa/Fundação Friedrich Ebert, 2003.p. 165-180

ESCOLAS2030. O programa. Organizações-polo. Disponível em: <https://escolas2030.org.br/o-programa/>. Acesso em: 05 abr. 2021.

FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Ed. UFBA, 2008.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (Org.). Anuário de Segurança Pública de 2021. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2021. Disponível em: <https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2021/07/infografico-2020-v6.pdf>. Acesso em: 24 ago. 2021.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 1. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.

GIL. A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, Fundação Getúlio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, 1995.

GOMES, R. et al. Organização, processamento, análise e interpretação de dados: o desafio da triangulação. In: MINAYO, M. C. S.; ASSIS, S. G.; SOUZA, E. R. (Org.). Avaliação por triangulação de métodos: abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010. p.185-221.

GUBA, E.; LINCOLN, Y. Controversias paradigmáticas, contradicciones y confluências emergentes. In: DENZIN, N.; LINCOLN, I. (Ed.). Paradigmas y Perspectivas en Disputa. Barcelona: Gedisa, 2012. p. 38-78

GUSSI, A. F. Políticas públicas e outra perspectiva de avaliação: uma abordagem antropológica. Desenvolvimento em Debate, v. 4, n. 1, p. 83-101, 2016.

IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: síntese de indicadores 2021. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ce/pentecoste.html>. Acesso em: 15 jul. 2022.

KILOMBA, G. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

LEÃO, D. S. S. Avaliação da proposta da Aprendizagem Cooperativa como estratégia teórico-metodológica para melhorar o ensino-aprendizagem: estudo de caso em uma escola estadual de educação profissional do Ceará. 2019. 282 f. Tese (Doutorado em Educação) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/46018>. Acesso em: 28 fev. 2020.

LIMA, A. M. A. de. Aprendizagem Cooperativa: construção e reconstrução da identidade docente a partir da Teoria Dialógica do Discurso. 2021. 150 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Programa de Pós-graduação em Linguística, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2021.

Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/60439>. Acesso em: 28 fev. 2020.

LOVATO, A.; FRANZIM, R (Org.). O ser e o agir transformador para mudar a conversa sobre educação. São Paulo: Instituto Alana/Ashoka Brasil, 2017.

MARCONDES, N. A. V; BRISOLA, E. M. A. Análise por triangulação de métodos: um referencial para pesquisas qualitativas. In: Revista Univap, São José dos Campos/SP, v. 20, n. 35, jul. 2014. p.201–208.

MARTÍN-BARBERO, J. A mudança na percepção da juventude: sociabilidades, tecnicidades e subjetividades entre os jovens. In: SILVA, H.S; BORELLI, J.F.F (Org.). Culturas juvenis no século XXI. São Paulo: EDUC, 2008. p. 9 – 30.

MATOS, C. da G. A. Aprendizagem Cooperativa em sala de aula na EEEP Alan Pinho Tabosa-CE e sua relação com uma cultura de paz, sob a ótica das juventudes. 2018. 96 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.

MÉSZÁROS, I. A educação para além do Capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2008.

MIRANDA, C. S. N; BARBOSA, M. S; MOISÉS, T. F. A aprendizagem em células cooperativas e a efetivação da aprendizagem significativa em sala de aula. Revista do Nufen, Belém, v. 1, n. 1, p.17-40, jan./jul. 2011.

MORAIS, A.B.; RAMOS, T.W.S. Coordenadores de células estudantis: interação discente e cooperação como prática pedagógica. In: MATOS, K.S.L. Cultura de paz, educação e espiritualidade II. Fortaleza: ImPrece; Eduece, 2015. p.132-147.

PINHEIRO, A. Criança e adolescente no Brasil: porque o abismo entre a lei e a realidade. Fortaleza: Editora UFC, 2006.

RIBEIRO, T. W. de S. R. Capital social e participação política: a experiência de empoderamento cidadão de egressos da rede de associações do PRECE/CE. 2018. 191 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/43212>. Acesso em: 28 fev. 2020.

RODRIGUES, F. A. A. Instituto Coração de Estudante: educação e mudanças sociais, políticas e culturais em comunidades rurais em Pentecoste-Ceará. 2007. 139 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2007. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3140>. Acesso em: 25 jan. 2022.

RODRIGUES, L. C. Método experiencial e avaliação em profundidade: novas perspectivas em políticas públicas. Revista Desenvolvimento em Debate, v. 4, n. 1, p. 103-155, 2016.

SILVA, M. O. S Construindo uma proposta metodológica participativa para desenvolvimento da pesquisa avaliativa: uma contribuição da teoria crítica para a prática do Serviço Social. Textos & Contextos. v. 11, n. 2, p. 222 - 233, ago./dez. 2012.

SOUSA, I.S; NUNES, L. F; BARROS, J. P. P. Interseccionalidade, femi-geno-cídio e necropolítica: morte de mulheres nas dinâmicas da violência no Ceará. Rev. Psicologia Política, São Paulo, v. 20, n. 48, p. 370-384, ago. 2020. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1519-549X2020000200009>. Acesso em: 24 ago. 2021.

TORO, B. O cuidado: o paradigma ético da nova civilização – elementos para uma nova cosmovisão. Bogotá, 2009. Disponível em: <https://faculdadesesi.edu.br/wp-content/uploads/2017/02/Texto-_Bernardo-Toro.pdf>. Acesso em: 13 fev. 2021.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. UFC. Notícias. UFC e Seduc parceiras na Escola Profissionalizante de Pentecoste. 21 de junho de 2011. Disponível em <http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2011/2500-ufc-e-seduc-parceiras-na-escola-profissionalizante-de-pentecoste>. Acesso em: 05 abr. 2021.

Publicado

2023-03-31

Número

Sección

SECCIÓN TEMÁTICA: JUVENTUDES INDÍGENAS Y NEGRAS EN AL: CONSTRUCCIÓN DE FORMAS DE VIVIR A PARTIR DE EDUCACIÓN Y TRABAJO