Itinerário demental para composição de poetas

Autores

  • Fábio Santana Pessanha Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOI:

https://doi.org/10.35520/flbc.2017.v9n17a17324

Resumo

Ser demente comumente significa não estar bem das ideias. Mas na poética de Manoel de Barros é quando alguém ouve a própria ressonância nas palavras. Podemos acreditar que essa demência seja coisa de poeta, que se ouve nas palavras e procura poesia onde talvez ela ainda não exista. Com Augusto de Campos, percebemos que querer achar um sentido cabal para a poesia é um “quase”, uma falta que persiste. Então, para buscar esse quase, essa falta, há um percurso, um itinerário demental, trilhado neste ensaio a partir de Manoel de Barros, passando por Augusto de Campos, Paulo Leminski, Nicolas Behr, entre outros.

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Publicado

2017-06-30

Edição

Seção

Ensaios