Entre ruínas e sobrevivência

a distopia cotidiana em Natalia Borges Polesso

Authors

DOI:

https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e70029

Abstract

O presente artigo traz à baila o romance de Natalia Borges Polesso, A extinção das abelhas, interpretando-o como uma expressão literária do colapso social, ambiental e afetivo que caracteriza o capitalismo tardio. Lançado em 2021, em meio à pandemia de Covid-19, a obra combina elementos distópicos e realistas para investigar a precarização do trabalho, a solidão e o empobrecimento das relações humanas dentro de um cenário de autoexploração neoliberal. A narrativa expõe um presente esgotado, no qual a sobrevivência substitui a esperança e o futuro deixa de ser promessa. Por meio de personagens que lidam com a fragilidade econômica, o esgotamento emocional e a dissolução dos vínculos sociais e afetivos, Polesso elabora uma crítica incisiva às contradições do capitalismo atual. Em vez de conceber um apocalipse na iminência, a autora descreve o término como uma vivência habitual, caracterizada pela normalização da crise — simbolizada na imagem do colapsômetro — e pela resistência sutil em face de um mundo em decadência.

Palavras-chave: A extinção das abelhas; Natalia Polesso; precarização; capitalismo tardio; ficção pós-apocalíptica.

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Author Biographies

Felipe Fernandes Ribeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Doutorado (2019-) e Mestrado (2017-19) pelo programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (PPGLEV-UFRJ). Eleito representante discente da UFRJ para o biênio 2017-19 e organizador do Seminário de Dissertações e Teses em Andamento (SEDITA). Em 2015, foi agraciado com uma bolsa de intercâmbio pela DRI/UFF a fim de desenvolver estudos na área de literatura e educação. Ainda no mesmo ano, concluiu a especialização (2014-15) em Literatura Infantojuvenil pelo programa de Pós-Graduação da UFF. Graduado em Letras-Português/Literaturas (2008-12) pela Universidade Federal Fluminense.

 

André Ricardo Freitas Bezerra Vilela, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Letras - Português pela Universidade Federal Fluminense (2013), mestrado em ESTUDOS DE LITERATURA pela Universidade Federal Fluminense (2016) e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (2021). Pós-Doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.
Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira.

 

Published

2026-05-15

How to Cite

RIBEIRO, Felipe Fernandes; FREITAS BEZERRA VILELA, André Ricardo. Entre ruínas e sobrevivência: a distopia cotidiana em Natalia Borges Polesso. Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, [S. l.], v. 17, n. 33, 2026. DOI: 10.35520/flbc.2025.v17n33e70029. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/flbc/article/view/70029. Acesso em: 19 may. 2026.

Issue

Section

Artigos