Entre ruínas e sobrevivência
a distopia cotidiana em Natalia Borges Polesso
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e70029Abstract
O presente artigo traz à baila o romance de Natalia Borges Polesso, A extinção das abelhas, interpretando-o como uma expressão literária do colapso social, ambiental e afetivo que caracteriza o capitalismo tardio. Lançado em 2021, em meio à pandemia de Covid-19, a obra combina elementos distópicos e realistas para investigar a precarização do trabalho, a solidão e o empobrecimento das relações humanas dentro de um cenário de autoexploração neoliberal. A narrativa expõe um presente esgotado, no qual a sobrevivência substitui a esperança e o futuro deixa de ser promessa. Por meio de personagens que lidam com a fragilidade econômica, o esgotamento emocional e a dissolução dos vínculos sociais e afetivos, Polesso elabora uma crítica incisiva às contradições do capitalismo atual. Em vez de conceber um apocalipse na iminência, a autora descreve o término como uma vivência habitual, caracterizada pela normalização da crise — simbolizada na imagem do colapsômetro — e pela resistência sutil em face de um mundo em decadência.
Palavras-chave: A extinção das abelhas; Natalia Polesso; precarização; capitalismo tardio; ficção pós-apocalíptica.
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