Aquatempo
memória, imagem e temporalidade líquida na poesia de Wanda Monteiro
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e72039Resumo
O presente texto analisa a obra Aquatempo (2016), da escritora paraense Wanda Monteiro, investigando como a memória, a imagem amazônica e a temporalidade não linear se articulam para construir uma poética da imersão. A partir da água como elemento estruturante, analisa-se a relação entre sujeito, natureza e linguagem, mostrando como o espaço amazônico é vivido poeticamente, superando leituras meramente regionalistas. Com base em reflexões de Alfredo Bosi (2000) e João Adolfo Hansen (2006), demonstra-se como Monteiro utiliza metáforas e alegorias para traduzir experiências de saudade, natureza e a relação com a identidade. Por fim, discute-se o lugar da autora no contexto da literatura brasileira, marcado pela superação de uma tradição masculina e pela afirmação de uma voz singular e sensível, enraizada na experiência feminina e amazônica.
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