O símbolo em Ópera dos Mortos

Laura Goulart Fonseca

Resumo


Na obra Ópera dos Mortos, de Autran Dourado, a ambigüidade característica do barroco radicaliza-se, a ponto de unirem-se casa e personagem barrocas (o sobrado e Rosalina). O sobrado é a unidade dual entre Lucas Procópio e seu filho, João Capistrano, mas Rosalina, o pêndulo que oscila de um pólo a outro, é a personificação dessa unidade e metáfora da memória. Os símbolos da obra, a saber, os relógios, o sobrado e as voçorocas remetem à dinâmica do tempo. Os elementos do barroco parodiados pelo autor já na primeira parte, são imagens que constroem a casa que, por sua vez, remete à questão da linguagem. O narrador coral, à moda da tragédia grega, interpreta os eventos. Segundo o próprio autor, a leitura do livro como tragédia, mais do que como romance, será mais proveitosa. Os mortos de Rosalina são comparados aos mortos de Antígona.

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