O rosto e a arte: ontologia das aberrações

Gustavo Deister Dias

Resumo


Em qualquer espaço no qual se crie uma concepção de homem, esta parece ser rasgada pela arte, a produzir-se, com a obra, uma inumanidade, uma aberração no escopo do homem. Desse modo, alguns procedimentos na literatura, na pintura, entre outras artes, rompem o limite do território humano enquanto presença oblíqua, reflexão de si sobre si mesmo. Uma das características que desenharam nossa identidade desde muito foi o rosto, o rosto reconhecidamente humano. Esta pesquisa pretende explorar a construção e as deformações do rosto através da filosofia e da arte sobre os problemas da identificação e da rostidade. Por fim, chegamos aos autorretratos do pintor irlandês Francis Bacon e à descrição que faz o herói de Proust do rosto decadente de sua avó, em O caminho de Guermantes.

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