Alexandre Dumas: leituras machadianas e permanência do escritor na atualidade

Marli Teresinha da Silva

Resumo


Este artigo centra-se em Alexandre Dumas, um dos mais prolíficos ficcionistas do século XIX, que se tornou famoso ao escrever romances de capa-e-espada. Em 1838, suas histórias, cheias de personagens aventureiras, passaram a ser divulgadas na imprensa francesa e, traduzidas para o português, circulavam nos jornais cariocas quase que simultaneamente à sua publicação na França. A recepção das obras do escritor no espaço cultural do Rio de Janeiro oitocentista pode ser comprovada pelas remissões que a elas faz Machado de Assis que, por meio desse procedimento, agrega significações a seus textos e assume posições críticas a respeito da produção de Dumas. Entretanto, a leitura das obras de Dumas também serviu de inspiração para escritores do século XX e da atualidade, fazendo-se presente em formas variadas de manifestação da cultura, de que o romance de cordel é exemplo. Em sua concepção, o artigo apresenta um breve resumo da biografia de Alexandre Dumas, analisa o diálogo que Machado estabelece com o escritor francês, recuperando as remissões que a ele remetem as crônicas “Comentários da semana”, “Cartas fluminenses”, “A semana”, nos contos “A história de uma lágrima”, “Nem uma nem outra”, “Orai por ele!”, “Missa do galo” e no romance Quincas Borba. Refere, igualmente, a permanência de Dumas no mercado livreiro do Brasil na contemporaneidade, mostrando que o prestígio do escritor no século XIX não esmoreceu no século XX.

Palavras-chave: Alexandre Dumas; Machado de Assis; Intertextualidade.


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