O segundo tempo na formação em Ángel Rama e Antonio Candido: modernismo tardio e autonomia

Gabriel dos Santos Lima, Jorge Manzi Cembrano

Resumo


O objetivo do presente artigo é revisar alguns pressupostos e categorias da reflexão conjunta desenvolvida por Ángel Rama e Antonio Candido sobre a nova narrativa latino-americana pós-1945, no marco do que denominaremos segundo tempo da formação. Sugerimos que, se o primeiro tempo do projeto formativo atribuiu a função mediadora da dialética entre universalismo e localismo ao sistema literário, o segundo tempo confiará esta tarefa ao princípio de autonomia estética conquistado pelos escritores periféricos nos anos 50 e 60. Assim, reavaliando as posições defendidas por Candido e Rama à luz do diagnóstico negativo da modernização que prevaleceria a partir da década de 70, propomos repensar a produção literária da nova narrativa na chave de um modernismo tardio contraditório e dissonante. Tal aproximação pode atuar, na cena crítica contemporânea, como uma alternativa à rejeição abstrata deste movimento artístico e da categoria de autonomia.


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