O labirinto, a biblioteca, o virtual e a cultura digital: reflexões acerca dos processos de verdade e ficção

Leo Karam

Resumo


Este artigo parte das colocações de Umberto Eco a respeito dos sistemas de representação semântica para, a partir de imagens literárias de Jorge Luis Borges e Mark Danielewski, apresentar uma reflexão acerca das experiências de encontro e dos processos de atualização e virtualização em uma estrutura narrativa. Para tanto, utiliza-se da alegoria do percorrer de um labirinto para se pensarem os processos de ficção (em relação intrínseca à verdade) e de autoria. Propõe-se em seguida uma diferenciação entre a noção filosófica de virtual e a sua acepção em um sentido comum recente, analisando-se o modelo enciclopédico digital wiki para trabalhar as potencialidades e os impasses das novas mídias. Trabalha-se em paralelo o conto A Biblioteca de Babel, de Borges, oferecendo uma discussão acerca do analógico e do digital. Coloca-se a título de conclusão uma reflexão sobre as possibilidades e potencialidades do desejo e da invenção poética em uma cultura digital.


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