Hilda Hilst e os 'landays' femininos afegãs: um diálogo com a poesia medieval de autoria feminina

Bruno Rafael de Lima Vieira, Ana Ximenes Gomes de Oliveira

Resumo


Nosso estudo traz para a aproximação autoras, da escrita e da oralidade, que contribuíram na literatura para construir e fortalecer a resistência de mulheres contra o sistema patriarcal e sexista de diferentes territórios do mundo. Os landays femininos afegãs e a poesia de Hilda Hilst se conectam com a poesia medieval escrita por mulheres, trazendo uma tríade que resgata uma voz feminina sobre feminilidade, erotismo, liberdade e aprisionamentos. A partir de uma luta diária de ser mulher, tendo esta categoria como algo múltiplo que se diferencia a partir de suas determinadas subjetividades e contextos, históricos e sociais, em tempo e espaços distintos, estes sujeitos enunciadores ocuparam (reestabeleceram) os lugares de fala que foram omitidos em detrimento da disputa dos discursos de poder. Para produzir a discussão do escopo do nosso trabalho trazemos em tela pesquisas da crítica literária feminista que abordam: a produção de autoria feminina no período medieval e seu lugar social direcionado por uma sociedade falocentrada; as mulheres afegãs que denunciam o silenciamento sofrido dentro do patriarcado e a poeta brasileira que, ao referenciar uma escrita poética medieval de mulheres, traz o eu-feminino como sujeito de autonomia e criação.


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