Amor, filosofia, fundamento

Carla Francalanci

Resumo


Antes de dar início à investigação de nosso tema de estudo, antes mesmo de apresentar o teor ou conteúdo de nosso trabalho, devemos nos colocar diante da pretensão que sustenta toda esta nossa atividade: nosso intuito primeiro é realizar um trabalho de filosofia. É preciso aclarar tal intuito: não pretendemos tomar a filosofia como objeto de estudo, a fim de discorrer, de maneira mais ou menos douta, sobre sua metodologia própria, sobre seus aportes específicos ou sobre suas conclusões abalizadas. A pretensão, apesar de mais simples, é contudo bem maior: trata de que procuremos nos mover dentro daquilo que é próprio à filosofia, a fim de que ela se perfaça neste estudo, que ele nela penetre, de modo que o escrito venha tornar a filosofia manifesta, como sendo, deste, em realidade, o elemento. Tal pretensão deixa entrever uma determinada compreensão, embora vaga, do que seja a filosofia: antes de um objeto, matéria ou assunto determinado, um elemento ou meio, pelo qual o pensamento, se a ventura lhe for propícia, navega. Assim, para que esta compreensão se torne mais precisa e possa -- ou não -- ser corroborada, faz-se imperioso, de antemão, perguntar: o que vem a ser filosofia?


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Referências


Émile Benveniste. O vocabulário das instituições indo-européias. Vol. 1. Tradução: Denise Bottmann. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995.

Martin Heidegger. Les concepts fondamentaux de la métaphysique, pp. 97-110.

José Ortega y Gasset. Meditações do Quixote. Tradução de Gilberto de Mello Kujawski. São Paulo: Livro Ibero-Americano Ltda, 1967, p. 36.

Da solidão perfeita. Escritos de filosofia. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, pp. 38-39.

Martin Heidegger. Ser e Tempo. Parte I. Parte I. 2ª edição. Tradução de Márcia de Sá Cavalcanti. Petrópolis: Editora Vozes, 1988, p. 57.


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