Autoria e identidade em conexão no entre-lugar literário Uma leitura de Budapeste

Mírian Sumica Carneiro Reis

Resumo


O romance Budapeste, de Chico Buarque, explora tanto a heterogeneidade das subjetividades como o entre-lugar das fronteiras geográficas, lingüísticas e temporais ao contar a história de um ghost writer que se divide entre a vida no Brasil e em Budapeste e entre a sua própria vida e a dos personagens que cria no seu trabalho de escritor anônimo de discursos, biografias, monografias etc. O pastiche e a metalinguagem apresentam-se como emblemas que problematizam questões contemporâneas como identidade nacional, autoria, a obra literária como objeto da indústria cultural e o lugar do intelectual nos processos culturais contemporâneos, aspectos que pretendemos analisar no presente artigo.

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Referências


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