Austerlitz: luto e melancolia nas memórias do indizível
Resumo
O romance Austerlitz, de W. G. Sebald, apresenta, a partir dos olhares sobre as ruínas que compõem a trajetória do personagem que dá nome à obra, Jacques Austerlitz, uma representação da melancolia, do luto e do trauma legados pelo holocausto ao Ocidente. Para tanto, a narrativa segue o compromisso ético de não banalizar a violência e o horror na construção de uma memória do massacre e apóia-se, como paradigma estético, em uma abordagem sinuosa, por vezes onírica, por vezes lírica, das imagens narradas ao longo do enredo. No entanto, trata-se de um romance de caráter realista, já que se apóia em traços de realidade e história que, também como compromisso ético da obra, não podem e não devem ser esquecido.Downloads
Publicado
2013-03-30
Edição
Seção
Artigos
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