O silêncio de Rimbaud

Maurício Gutierrez

Resumo


Façamos da distração parte do método e deixemos que uma leitura despreocupada -- o folhear, a olhadela -- traga à luz uma frase propriamente anônima: O Silêncio data de 1873. Destituída de sua negação, além de estropiada em seu sentido e contexto1, a frase cumprimenta-nos com uma verdade insólita. Ora, Rimbaud, é claro, não inventou o silêncio, o Silêncio com letra maiúscula, todo e qualquer silêncio. Ele inclusive não silenciou completamente, mas somente retirou-se de uma dinâmica de produção artística e poética; só calou sua voz, e mesmo somente uma parcela desta, precisamente aquela a que conferimos sempre a maior importância.


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Referências


AGAMBEN, Giorgio. Bartleby ou la création. Traduit de l'italien par Carole Walter. Circé, 1995.

AGAMBEN, Giorgio. Estâncias. Trad. por Trad por Selvino José Assman. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

BLANCHOT, Maurice. O livro por vir. Trad. por Leyla Perroné Moyses. São paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 2005.

FRIEDRICH, Hugo. Structure de la poésie moderne. Traduit de l'allemand par Michel-François Demet. Paris: Librairie Générale Française, 1999.

PERLOFF, Marjorie. The poetics of indeterminacy: Rimbaud to Cage. Illinois, Northwestern University Press, 1999.


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