Memórias do cárcere: a exploração do literato e sua luta com a palavra

Marcio Fonseca Pereira

Resumo


Este artigo apresenta uma breve análise do modo como Graciliano Ramos representou, na autobiografia Memórias do cárcere (1953), sua condição de intelectual e, por extensão, a de parte significativa dos escritores brasileiros da década de 30. O alcance de sua visão, contudo, extrapola o contexto histórico tratado na obra, uma vez que a figura do escritor, sendo apresentada como submetida à lógica da exploração capitalista, determina o interesse das Memórias até os dias atuais.

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