Performance em questão
Résumé
Ao tematizar-se a arte contemporânea no meio acadêmico brasileiro, muitas vezes nos é apresentado, em meio a muitos outros conceitos supostamente novos da estética, o termo “performance”. Malgrado certa recorrência dessa palavra, que por muitas linhas num texto pode servir bem às teorizações de um autor na falta de outro termo mais preciso às suas ideias, somos induzidos muitas vezes à noção vaga de que o conceito “performance” é usado, sem qualquer reconhecimento de ser um fenômeno artístico autônomo, como uma espécie de ação cênica esvaziada de tudo que não seja apenas efeito e de índole explicitamente representativa. Esse emprego temerário e impressionístico da “performance”, em certos casos, ainda pode colocá-la como um mero atributo estético de alguma outra linguagem, que será chamada, às vezes pejorativamente, de “performática”. No Brasil, essa não compreensão da Performance como linguagem e manifestação artística gera ainda desinteresse, desconfiança e até resistência da parte de um pensamento conservador encontrado não somente em teóricos da academia, mas também mesmo entre artistas. O que se percebe sempre é que essas impropriedades resultam da falta de contato com a própria realização de trabalhos de Performance.Références
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